ACEITABILIDADE DE BISCOITOS FUNCIONAIS DESENVOLVIDOS COM FARELO DE ARROZ
O farelo de arroz (FA) gerado no processo industrial tem sido destinado à alimentação animal e à produção de óleo, favorecendo o desperdício de uma matéria-prima com importante potencial nutricional. Ele é uma excelente fonte de compostos bioativos, cuja ingestão insuficiente está relacionada ao desenvolvimento de doenças crônicas pelo favorecimento do estresse oxidativo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a aceitabilidade de biscoitos funcionais desenvolvidos com de FA. Foram analisadas cinco formulações diferentes contendo 0, 25, 50, 75 e 100% de FA em sua constituição, através de teste de aceitação com diferente atributos e escalas de 1 (desgostei extremamente) à 9 (gostei extremamente) e teste de intenção de compra com escala estruturada de 3 pontos: "não" (nota 1), "talvez" (nota 2) e "sim" (nota 3). Calculou-se o Índice de Aceitabilidade (IA) para determinar como aceitos apenas os produto que apresentassem valores de no mínimo 70%. Os resultados demonstraram que as melhores avaliações foram obtidas pelos biscoitos 50% e 75%, com IA superior à 70% em todos os atributos. Em relação ao atributo ''aspecto global'', o biscoito controle foi o único que não pôde ser considerado como aceito, com IA de 68,47%. Em relação à textura e ao sabor, principais atributos influenciadores da aceitabilidade, apenas os biscoitos 75%, 50% e 100% puderam ser considerados como aceitos. Sobre a intenção de compra, todos os biscoitos com FA foram considerados aceitos, e novamente, o biscoito controle foi a formulação que não apresentou IA superior a 70%. Estes dados são promissores pois contrariam muitos estudos de aceitabilidade, que apresentam forte tendência a diminuição da aceitação de biscoitos experimentais, nos permitindo concluir que os biscoitos com FA podem ser comercialmente viáveis e aceitos pela população, auxiliando não somente no uso sustentável deste subproduto, bem como na melhoria da oferta de compostos bioativos na alimentação humana.