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Microverdes de rúcula (Eruca sativa) apresentam relevante potencial funcional entretanto, seus constituintes antioxidantes podem sofrer alterações após a colheita. O objetivo deste trabalho foi avaliar os teores de compostos bioativos e atividade antioxidantes de microverdes sob três sistemas de acondicionamento ao longo de 12 dias de armazenamento refrigerado. O experimento foi instalado em DIC 3 × 4, com três repetições. Os tratamentos foram constituídos de três tipos de armazenamento (E1 - saco zip-lock com plantas cortadas e sem raízes, E2-bandeja plástica com plantas cortadas e sem raízes e E3 - bandeja de cultivo com substrato e raízes intactas) e quatro tempos de armazenamento (0, 4, 8 e 12 dias de armazenamento refrigerado a temperatura 5 ± 2 °C e 85 ± 5% de umidade relativa). Quantificaram-se compostos fenólicos totais (CAT), flavonoides (FLA) e antocianinas (ANT), além da atividade antioxidante por DPPH e ABTS. Aplicaram-se ANOVA, Tukey e regressão (p<0,05). Para CAT e DPPH os valores não apresentaram diferença estatística. O teor de FLA diminuiu de 0,88 para 0,31 mg 100 g⁻¹ MF (-64,8%) e o de ANT, de 77 para 34 mg 100 g⁻¹ MF (-55,8%), enquanto a atividade determinada por ABTS aumentou de 21,5 para 30,5 μmol Trolox g⁻¹ MF (+41,9%). O armazenamento mostrou-se aceitável até o 8º dia em E1, até o 4º dia em E2 e até o 12º dia em E3, indicando que a embalagem (E3) proporcionou maior vida útil e potencial antioxidante para o microverde de rúcula sob refrigeração.
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