Bárbara, olá.
Primeiramente, gostaria de parabeniza-la pela realização da pesquisa. Pesquisar em tempos tão complexos como o que estamos vivenciando englobam uma miríade de fatores desestabilizantes. Então, só o fato de você ter seguido pesquisando já é algo louvável.
Como sou um dos avaliadores deste trabalho, tecerei algumas considerações, sugestões e possíveis encaminhamentos futuros – caso seja do seu interesse dar continuidade a esta pesquisa.
Para além de ser um tema de pesquisa de extrema relevância, principalmente no contexto nacional que estamos vivenciando, ele também o é muito provocativo. Provocativo pois a figura de Rita, per si, já questiona estruturas arraigadas em nossa sociedade, sedimentadas em perspectivas masculinas, brancas, heterossexuais e eurocentradas. Para além dos aspectos externos e estéticos, os tópicos abordados por Rita/Guilherme também possuem um imenso potencial dirsuptivo, completamente coadunados à pedagogia crítica freiriana. Questões estas que, pelo resumo e exposição oral, estão e são o núcleo central da sua pesquisa – que permeia o universo do artivismo Drag, fortemente enraizado na Teoria Queer.
Devido ao pouco tempo-espaço da comunicação oral e escrita, é comum que realizemos recortes da nossa pesquisa. Todavia, creio que se as demais referências utilizadas à composição do relatório final fossem indicadas, o resumo seria enriquecido. Por tratar-se da divulgação de uma pesquisa, por vezes mobilizamos outras pessoas a pesquisar e/ou se questionarem a partir das nossas reflexões, nesse sentido, indicar quais foram os outros pensadores da educação, cultura e da análise do discurso utilizadas no texto final poderiam balizar tais movimentos. Na mesma medida em que dão mais corpo à pesquisa, já que ao menos nos indicam quem são essas pessoas e nos “obrigam” a tentar criar intersecções entre as/os autoras/es, nossas bagagens teórico-práticas e sua própria pesquisa. Seria possível indicar quem são estes sujeitos?
No mais, sigo aberto para dialogarmos.