MODELAGEM DO EFEITO DO ÓLEO ESSENCIAL DO CROTON BLANCHETIANUS SOBRE BACTÉRIAS ÁCIDO LÁCTICAS DETERIORANTES

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Details
  • Presentation type: Pôster
  • Track: Food Security and Food Science (SCA)
  • Keywords: marmeleiro; microbiologia preditiva; Antimicrobiano;
  • 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará
  • 2 Programa de Pós Graduação em Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina
  • 3 Departamento de engenharia de alimentos / UFC / UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
  • 4 Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos / Centro Tecnológico / Universidade Federal de Santa Catarina

MODELAGEM DO EFEITO DO ÓLEO ESSENCIAL DO CROTON BLANCHETIANUS SOBRE BACTÉRIAS ÁCIDO LÁCTICAS DETERIORANTES

Gláucia Maria Falcão de Aragão

Universidade Federal de Santa Catarina/Centro Tecnológico/Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos

Abstract

Croton blanchetianus, arbusto típico da Caatinga, é popularmente conhecido como marmeleiro. O óleo essencial de C. blanchetianus (OECB) é considerado um agente antimicrobiano por conter, principalmente, alcaloides e terpenos. O objetivo desse estudo foi modelar o efeito do OECB sobre as bactérias ácido-lácticas (BAL), Weissella viridescens e Leuconostoc mesenteroides, deteriorantes de produtos cárneos. OECB foi obtido por hidrodestilação das folhas secas de C. blanchetianus. As curvas de inativação das BAL foram realizadas em meio de cultura MRS e, para W. viridescens, o meio foi adicionado de solução de OECB a 0,90, 1,80, 2,70 e 4,51 mg/mL, e, para L. mesenteroides, o meio foi adicionado de soluções de OECB a 0,90, 2,70 e 4,51 mg/mL, em DMSO 5%. A construção das curvas de inativação foi realizada pelo método de contagem em placa, por spread plate. Os modelos primários Log-linear e Weibull foram ajustados aos dados de inativação das BAL. A capacidade preditiva dos modelos foi avaliada pelos índices estatísticos R2, RMSE) Fator Bias e Exatidão. A partir da análise comparativa entre os modelos, o modelo de Weibull ajustou-se melhor aos dados experimentais, com valores de R2 mais próximo a 1 e RMSE mais próximos de zero. Todas as curvas de inativação das BAL obtidas apresentaram a concavidade voltada para baixo, com o parâmetro forma (p > 1), retratando assim uma população que diminui progressivamente e o tempo necessário para destruir a mesma fração de microrganismos diminui com o passar do tempo. Como o fator de forma (p) não variou muito entre as curvas, o valor médio de p foi fixado para W. viridescens (1,52) e para L. mesenteroides (1,49). O modelo secundário da potência descreveu melhor a influência da concentração do OECB sobre a inativação de ambas as bactérias. Foi comprovado que o OECB é capaz de inativar as BAL estudadas.

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