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A CHARACTERIZATION STUDY OF CURRENT AND POSSIBLE USES OF TAPIOCA FLOUR IN CURRENT BRAZILIAN GASTRONOMY
Ednilson da Silva Andrade
Universidade Salvador (UNIFACS)
Now you could share with me your questions, observations and congratulations
Create a topicTapioca flour is one of the foods obtained from the processing of cassava starch, traditionally used in Brazilian regional cuisines. Its energy value is in the order of 240 Kcal (1,008 J)/100 g, with 60g/100g of carbohydrates and absence of proteins, especially gluten, fats, dietary fiber and sodium, being thus also valued for its nutritional properties. The present work sought to characterize the current gastronomic uses of tapioca flour in Brazilian gastronomy, its forms of acquisition and to present the potential areas for new culinary uses. As for its methodological aspects, it is a descriptive, bibliographical and field research, with extensive direct observation, with questionnaires via Google Form, applied between March and August 2021, to 211 professionals of Gastronomy and Nutrition, in 15 Brazilian states and 2 countries (Portugal and France), and the results are then tabulated in an Excel spreadsheet, as tables and graphs. Thus, the study identified that 96.21% of respondents used tapioca flour in their professional practices and surveyed 60 different types of preparations, especially cakes (42.18%), beijus (36.02%), couscous (24 .17%), porridge (19.91%), crepioca (17.06%) and tapioca (16.59%). As purchase locations, supermarkets (70.62%) predominated, followed by fairs (50.71%), rural producers (16.59%), own suppliers (9.00%) and in-house preparation (3.79% ). The types of tapioca flour used were: fine (65.88%), granulated (54.02%) and in flakes (31.28%). As for the areas of Gastronomy as potential for new uses of tapioca flour, hot cooking (82.46%) stood out, followed by confectionery, baking (54.98% each) and cold cooking (40.28%) . Therefore, tapioca flour presented itself as a food with wide gastronomic use, relevant culinary versatility and important nutritional value, needing greater incentive for its acquisition from family farmers and better use of its potential for gastronomic use.
Taís Teixeira das Neves
Parabéns Ednilson pela excelente e esclarecedora apresentação.
Pergunta: Qual sua opinião sobre a grande maioria dos participantes adquirirem a farinha de tapioca dos supermercados ao invés das feiras livres ou diretamente dos agricultores?
Sucesso na sua pesquisa!
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Ednilson da Silva Andrade
Obrigado, Taís!
Eu acredito que seja a disponibilidade/facilidade de acesso, pagamento, variedade de marcas e controle sanitário, haja vista que a maior parte das preparações envolvidas são para fins comerciais. Contudo, isso abre um leque para reflexões sobre as potencialidades de expansão de negócios para os fornecedores da agricultura familiar para as fragilidades de suas cadeias produtivas e logística de distribuição. Também, de melhorias nas questões de Boas Práticas de Produção/Fabricação, para obtenção das certificações necessárias para um alimento tradiconal que tenha diferencial e competitividade no mercado gastronômico.
Grane abraço!
Anna Carolina Alves Gomes da Silva e Silva
Olá, Edmilson!
Primeiramente, fiquei animadoramente surpresa por encontrar trabalhos que buscam valorizar e entender mais sobre a força da gastronomia brasileira.
Muito obrigada por isso.
Também trabalho com derivados da mandioca, no meu caso é o uso da fécula para produção de sagus. Se tiver interesse, te convido a assistir a minha apresentação no 14 SLACA "What is best way to soak and cook cassava (Manihot esculenta Crantz) sago?".
Voltando ao seu trabalho, eu gostaria de saber o algumas das sugestões que os pesquisados deram sobre potencialidades do uso da tapioca em diferentes tipos de preparos, para além dos que eles já disseram utilizar.
Parabéns mais uma vez.
Marina Malta
Parabéns pelo trabalho! E gostaria de fazer uma pergunta. Você vê algum risco à segurança e saúde do consumidor relacionado ao uso não convencional da farinha de tapioca? Por exemplo no uso em preparações frias, não submetidas a nenhum tratamento térmico?
Ednilson da Silva Andrade
Olá, Anna Carolina! Obrigado pelo apoio e e inventivo! Vou assistir sua apresentação, sim! O sagu é um outro alimento tradicional que merece muita atenção e um lugar de honra na nossa alimentação. Na pesquisa que fiz, foram identificadas 60 tipos de preparações feitas com a farinha de tapioca entre os participantes: bolinho de estudante, cuscuz, mingau, empanamentos, pães, bolos, caldos, farofa, doces diversos, como ingrediente do molho branco, crepioca, tortas, biscoitos, beiju, pão de queijo, snakes (consumidos com geleias e humus), pudim, decorações comestíveis, salgados, dadinho de tapioca, in natura peneirada, omeletes, pirão, tapioca, cremes, sobremesas diversas, como espessante, em massas para pizza, panqueca, geladinho (na Bahia) ou sacolé (no Rio de Janeiro), licores, aligot, crostas e truillis, ingrediente em alimentos diversos, bolinhos, sorvetes, in natura com ovos, mousses, torta de frango, sonho, pamonha, grude (em Alagoas), roscas, paçocas, broas, petas, na composição de pratos quentes salgados, na composição de pratos quentes diversos, na formulação da carne de jaca, em entradas, pudim vegano, fufu de tapioca com coco, para untar assadeiras, sequilhos, waffes e tapioca suflada. Aqui estão os tradicionais e os inovadores já em uso. Vamos "trocar mais figurinhas" sobre alimentos derivados da mandiocultura! Eu estudo também o beiju e a farinha de Copioba. Me manda um email depois, para mantermos contato! Grande abraço!
Ednilson da Silva Andrade
Olá, Marina Malta! Obrigado também pelo apoio e incentivo! Sim, de fato, o risco é inerente, como ocorre em todos os alimentos. Quando se trata de alimentos tradicionais, o cuidado precisa ser maior. Porém, as próprias práticas habituais de produção de alimentos tradicionais tanto já trazem em si padrões higiênicos sanitários bem importantes, como higiene pessoal do manipulador, do ambiente e dos materiais utilizados, como também podem ser adequadas aos aspectos legais de vigilância e boas práticas na produção de alimentos. As adequações são possíveis, sem perder a tradicionalidade e ao mesmo tempo garantir a saúde e bem estar humanos.