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O yacon é uma raiz nativa dos Andes, rica em fruto-oligossacarídeos, que agem como prebióticos. Já foram desenvolvidas pesquisas com a raiz e foram obtidos resultados promissores do ponto de vista tecnológico, microbiológico e sensorial, porém o seu efeito na glicemia pós-prandial ainda não foi avaliado. Esse estudo teve como objetivo estimar o índice glicêmico do xarope de yacon. O xarope foi elaborado com uso de enzimas pectinolíticas e celulolíticas, bem como técnicas de separação por membranas, obtendo um extrato límpido e livre de frações fibrosas, o qual foi submetido a uma concentração a vácuo em torno de 75ºBrix. O índice glicêmico do xarope de yacon foi estimado por meio da comparação com a resposta glicêmica à ingestão de glicose em seis mulheres e cinco homens. Foram administrados 155g de xarope, contendo 50g de carboidrato glicêmico. Após jejum de 12h, foi retirada alíquota de sangue dos voluntários no tempo zero, em seguida, fizeram ingestão de glicose ou xarope. Novas alíquotas de sangue foram retiradas nos tempos 15, 30, 45, 60, 90, 120 minutos. Foram avaliadas três curvas de resposta a ingestão de glicose em dias não consecutivos. O índice glicêmico foi calculado pela relação percentual entre a área sob a curva do xarope de yacon e a área média sob a curva da glicose, sendo expresso em média e erro padrão e classificado como baixo, se o valor foi inferior a 55. Os participantes tinham idade média de 25,7±4,3 anos e média de IMC de 23,3±3,1 Kg/m2. O índice glicêmico foi de 47±4, sendo classificado como baixo e sendo inferior ao da batata doce (61±7) e ao da batata inglesa (85±12). Conclui-se que o baixo índice glicêmico do yacon, 47, o coloca como uma possibilidade de aplicabilidade terapêutica em pacientes com resistência à insulina ou diabetes.