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PERFIL SENSORIAL DE ALIMENTOS PROCESSADOS DE FORMA ARTESANAL E INDUSTRIAL COMO ESTRATÉGIA DO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA-CUIDADO EM ESTUDANTES DE UM RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO EM CUIABÁ-MT

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O Brasil vem passando por um período de transição nutricional, com declínio dos índices de desnutrição e aumento de sobrepeso e obesidade, subsequente das influências econômicas e sociais, decorrentes de mudanças nos hábitos alimentares com alto consumo de alimentos processados, de baixo teor nutricional e alto valor energético. Os hábitos alimentares tendem a piorar durante a permanência na universidade, sendo frequente a omissão de refeições, monotonia dos alimentos ingeridos, refeições extra-domiciliares e aumento da ingestão de refeições tipo fast-food, elevando o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis. O objetivo do estudo foi determinar o perfil sensorial de alimentos processados de forma artesanal e industrial como estratégia do processo saúde-doença-cuidado em estudantes de um restaurante universitário em Cuiabá-MT. Utilizou-se análise descritiva com escala hedônica com graduação de preferência pelo produto A ou B de uma amostra, expressando sua aceitação nos tributos gosta e desgosta, em uma amostra aleatória de 50 estudantes de ambos os sexos, utilizando-se 5 amostras de alimentos preparados na forma artesanal (A) e industrializada (B), para degustação e seus preferidos. As amostras consistiram de bolo de cenoura (BC), suco de laranja (SL), doce de leite (DL), pipoca temperada com sal (PS) e glutamato monossódico (PG), ao final realizou-se uma avaliação diagnóstica somativa para verificar a eficácia da ação. Os dados foram expressos em média±desvio padrão, frequência absoluta e relativa. A idade média foi de 21±1,9 e os resultados evidenciaram maior preferência pelas preparações caseiras: 92% (46) BC, 76% (38) SL e 68% (34) DL, com exceção da PG que apresentou 64% (32) de preferência. Por fim, 60% relataram interesse em tentar dar preferência aos alimentos saudáveis, 30% não opinaram, e 10% não demonstraram interesse. Isso demonstra que além de contribuírem na prevenção de DCNT, os alimentos artesanais podem ser tão bem aceitos ao paladar como os industrializados.