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EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO MATERNA COM ÁCIDO LINOLÉICO CONJUGADO (CLA) SOBRE PARÂMETROS BIOQUÍMICOS DA PROLE DE RATOS WISTAR

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Ácidos linoleico conjugado (CLA) é um conjunto de isómeros posicionais e geométricos do ácido linoleico. Eles são naturalmente encontrados em carnes e produtos lácteos que se originam de ruminantes. O CLA vêm sendo bastante estudado devido uma série de efeitos benéficos ao organismo, podendo assim ser considerado um alimento funcional. Já é sabido que o CLA pode causar efeitos negativos tanto no perfil lipídios como também na resistência à insulina quando avaliados em ratos adultos. Entretanto, ainda são escassas pesquisas que avaliem as consequências do consumo materno de CLA em longo prazo quando analisados estes parâmetros em sua prole. Com base nisso, objetivou-se avaliar o efeito da suplementação materna de CLA sobre a bioquímica da prole de ratos wistar. Para tanto, dividiu-se os animais em três grupos: grupo controle (GC) - sem CLA na dieta; grupo CLA1 - com 1% de CLA na dieta e grupo CLA 3 - com 3 % de CLA na dieta. A suplementação foi ofertada as mães durante a gestação e lactação. Após 70 dias de vida os animais foram sacrificados por punção cardíaca e o sangue coletado foi utilizado para análise dos seguintes parâmetros: Colesterol total, HDL-colesterol, triglicerídeos e glicemia. O grupo CLA3 apresentou maior valor de glicose quando comparado ao GC. Com relação ao colesterol total, os valores foram maiores no grupo CLA1 comparado ao CLA3 e GC. Os grupos CLA1 e CLA3 apresentaram maiores valores de HDL-colesterol comparado ao GC. Melinska et al., (2015) encontraram em modelo animal que o CLA reduziu a dislipidemia. Kostogrys e Pisulewski (2010) utilizaram CLA para impedir esteatose hepática e ainda observaram menores níveis de triglicerídeos e LDL-colesterol. O presente estudo colabora para a compreensão das consequências do consumo materno do CLA em diferentes doses sobre a bioquímica da prole.