Efeitos da extração na capacidade antioxidante de frutas nativas e exóticas
As frutas desempenham papel fundamental na alimentação humana por serem uma fonte rica em compostos nutritivos e bioativos. Dentre os compostos bioativos, os antioxidantes se destacam no processo de prevenção e combate de diversas doenças crônicas e degenerativas, tais como câncer, diabetes tipo 2, hipertensão, obesidade entre outras. Estudos mostram que a técnica de extração e a polaridade dos solventes afetam a resposta da capacidade antioxidante devido a diversidade de compostos presentes na matriz. Desta forma, neste trabalho foi avaliado o efeito da técnica de extração e da polaridade dos solventes na capacidade antioxidante de duas frutas nativas, Cereja-do-mato (Eugenia involucrata) e Saraguají (Rhamnidium elaeocarpum); e uma fruta exótica, Mamey (Pouteria sapote) a partir dos ensaios de DPPH., ABTS.+, FRAP, ORAC e fenólicos totais. Para avaliação da influência da técnica de extração líquido-sólido, foram realizadas extrações empregando a agitação com barras magnéticas (30 e 90 minutos) e por ultrassom (15 e 30 minutos), com o emprego de 7,5 mL do solvente metanol/H2O (80:20, v/v). Posteriormente, para a avaliação da influência do solvente de extração, a extração foi realizada com o emprego de 7,5 mL de diferentes combinações de solventes: S1 (metanol:água, 80:20, v/v), S2 (etanol:água, 80:20, v/v), S3 (acetato de etila) e S4 (metanol:água acidificada pH 3, 80:20, v/v), sob agitação utilizando barras magnéticas por 90 minutos, que foi a condição de extração que apresentou resposta antioxidante maior frente as metodologias de extração estudadas em todos ensaios e para todas as partes das frutas. Os solventes S1, S2 e S4 foram os que apresentaram uma resposta maior na capacidade antioxidante para todas as partes das frutas analisadas, com destaque para a casca (229,3 ±5*) e a semente (524,1±9*) da cereja-do-mato e a casca do mamey (396,7±14*). *µmolTrolox/g de fruta (ensaio DPPH.).