VIABILIDADE DE Lactobacillus casei EM BEBIDA LÁCTEA SABOR CHOCOLATE E SUA RESISTÊNCIA EM CONDIÇÕES SIMULADAS DO TRATO GASTROINTESTINAL
Em virtude do crescente interesse da indústria e da comunidade científica, a utilização de culturas probióticas vem ganhando destaque, com o lançamento, no mercado, de uma série de produtos funcionais. Porém, sabe-se que, para que os efeitos benéficos ocorram, a dose mínima diária da cultura probiótica ingerida deve ser de 108 a 109 UFC. Além disso, o microrganismo probiótico selecionado deve sobreviver ao ácido e à bile, para que possa aderir-se temporariamente à mucosa intestinal, exercendo efeitos benéficos sobre a saúde do consumidor. Assim, objetivou-se avaliar a sobrevivência de Lactobacillus casei em bebida láctea sabor chocolate, durante a estocagem a 4oC e após passagem por condições simuladas do trato gastrointestinal. As bebidas probióticas produzidas foram avaliadas quanto à acidez e enumeração de L. casei e Streptococcus thermophilus nos dias 1, 7, 14 e 21. Nas mesmas datas, avaliou-se a resistência dos microrganismos em condições simuladas do trato gastrointestinal. As populações de S.thermophilus e L.casei na bebida mantiveram-se, durante os 21 dias, próximas a 9 e 8 log UFC/mL, respectivamente. A população de L. casei na bebida, durante os 21 dias, foi suficiente para que o produto fosse definido como probiótico. Quando submetida à simulação do trato gastrointestinal, verificou-se decréscimo de 5 ciclos logarítmicos nas populações dos dois microrganismos avaliados devido à ação de ácido, bile e enzimas. Uma hipótese para o expressivo decréscimo na população de L. casei é sua adição em matriz líquida, que fornece menor proteção aos microrganismos, quando comparada à matriz sólida.