ACEITAÇÃO SENSORIAL DE DOCE EM MASSA DE CUPUAÇU
O cupuaçu vem despertando acentuado interesse do mercado nacional e internacional, sendo diversos os produtos que podem ser obtidos dessa matéria-prima. O objetivo do trabalho foi avaliar a aceitação sensorial de três formulações de doce em massa de cupuaçu. Esses foram elaborados de acordo com as seguintes formulações: F1 (50% açúcar, 50% de polpa); F2 (45% açúcar, 55% de polpa); F3 (40% açúcar, 60% de polpa). A quantidade de pectina adicionada correspondeu a 1% do teor de açúcar. A cocção foi feita em tacho aberto, com agitação contínua até atingir concentração de aproximadamente 73ºBrix, sendo os doces envasados a quente em embalagens de polipropileno. Sessenta provadores não treinados avaliaram a aceitação sensorial das formulações em relação aos atributos cor, aparência, sabor, textura, doçura, acidez e impressão global através de escala hedônica de 9 pontos. A atitude de compra do produto foi avaliada mediante escala de 5 pontos. A análise estatística foi realizada usando o teste de Friedman a 5% de significância. As formulações avaliadas não diferiram significativamente em relação à aceitação dos atributos sabor, doçura e acidez. F3 apresentou maior aceitação em relação à cor que F1 e F2. Quanto à aceitação da aparência, textura, impressão global e atitude de compra, F1 e F3 não diferiram entre si e apresentaram melhor desempenho que F2. Desta forma, entre as formulações avaliadas recomenda-se a F1 devido o menor percentual de polpa, o que representa vantagem do ponto de vista econômico.