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Citotoxicidade de óleos essenciais e de seus principais fitoconstituintes

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A atividade antimicrobiana dos óleos essenciais e seus fitoconstituintes tem sido amplamente investigada contra microrganismos de importância em alimentos e estudos confirmam a eficácia de muitos deles. Entretanto, para sugerir viabilidade para aplicação em alimentos, ainda são necessários estudos que comprovem sua inocuidade. Esse trabalho teve como objetivo identificar o efeito citotóxico de óleos essenciais e seus fitoconstituintes majoritários a fim de fornecer aos produtores alternativas viáveis para aplicação em alimentos. Foram utilizados os óleos essenciais de cravo (Eugenia cariophyllata) e hortelã-verde (Mentha spicata) e seus principais fitoconstituintes eugenol e carvona, respectivamente. A linhagem celular utilizada nos ensaios in vitro foi a Vero. As concentrações finais utilizadas foram de 26, 13, 6,5 e 3,25 g/ml para os óleos essenciais e 13, 6,5, 3,25 e 1,625 µg/ml para os fitoconstituintes. A avaliação da atividade citotóxica foi realizada através do método MTT brometo. Os resultados foram expressos em porcentagem de viabilidade celular em relação ao controle. Utilizou-se a análise de variância, seguido do teste de Tukey para comparações múltiplas entre os percentuais. O nível de significância foi de 5%. Verificou-se que os óleos essenciais de cravo e hortelã-verde, em todas as concentrações utilizadas, apresentaram efeito citotóxico; já os fitoconstituintes não apresentaram citotoxicidade, visto que, apresentaram percentual de viabilidade celular acima de 50%. A utilização de fitoconstituintes na conservação de alimentos pode ser uma alternativa viável, para isso, faz-se necessária a realização de outros estudos visando investigar os efeitos in vivo da utilização destes como conservantes de alimentos.