9740

Avaliação da atividade antioxidante da casca do maracujá

Favoritar este trabalho

O Maracujá amarelo (Passiflora edulis f. floricarpa), é a espécie de maracujá mais amplamente cultivada no Brasil e utilizada pela indústria no processamento de sucos. Sua casca tem sido utilizada para obtenção de farinha que pode ser integrada na alimentação humana, reduzindo, desta forma, custos, e os problemas gerados na eliminação deste subproduto. Além disso, a farinha da casca de maracujá tem sido considerada boa fonte de fibras e compostos fenólicos, compostos bioativos que podem auxiliar em alguns parâmetros de saúde. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade antioxidante da farinha da casca de maracujá. Para tanto foram avaliados o teor de compostos fenólicos totais pelo método de Folin-Ciocalteu e a capacidade de absorção dos radicais oxigenados utilizando o método ORAC, ambos realizados em extrato hidroalcoólico. A farinha da casca de maracujá apresentou quantidades expressivas de compostos fenólicos 3,34±0,16 mg EAG/g. A avaliação da capacidade antioxidante da casca de maracujá pelo método de ORAC foi de 99,55 ± 3,6 µM TE/g. Estes resultados indicam que a farinha da casca de maracujá pode ser um complemento na ingestão de compostos antioxidantes da dieta, sendo benéfica a saúde e promovendo a utilização de um subproduto da indústria, diminuindo seu impacto ambiental.