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A produção mundial de azeite de abacate que abastece o setor de alimentos é pequena e há amplo espaço a ser explorado no mercado. O azeite de abacate (Persea americana Mill.) vem ganhando destaque por sua semelhança com o azeite de oliva, principalmente quanto às características físico-químicas e nutricionais. O objetivo desse estudo foi avaliar a qualidade de azeites de abacate de diferentes variedades, obtidos de produtores nacionais e de uma indústria em Venda Nova do Imigrantes-ES. Foram analisadas, em triplicata, amostras de 17 variedades, dentre elas Hass, a mais produzida no mundo e Primavera, variedade local. As determinações do índice de acidez (g de ácido oleico/100g) e peróxido (mEq/Kg) foram efetuadas segundo o método descrito pela AOCS, com adaptações. A análise do índice de acidez revelou valores médios entre 0,41% ± 0,00 e 5,71% ± 0,14. Já a determinação do índice de peróxido apresentou resultados médios de 9,22 meq/Kg ± 2,28 e 25,09 meq/Kg ± 2,32. Para comparação entre as variedades/marcas, os resultados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e teste de Tukey ao nível de significância de 5%. Cerca de 20% das amostras estão acima do limite de acidez para azeite virgem e 50% acima do limite para designação de azeite extra virgem. Apenas 5 variedades se destacaram com baixo teor acidez e índice de peróxido, conforme o Regulamento Técnico do Azeite de Oliva estabelecido na Instrução Normativa MAPA n° 24 de 18/06/2018. Dessa maneira, considerando-se os valores obtidos, alguns dos azeites analisados apresentaram alterações significativas que podem interferir em sua qualidade. Indica-se a realização de outros estudos com o intuito de contribuir para o estabelecimento de parâmetros de qualidade específicos para azeite de abacate.
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