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O cambuci é uma fruta pouco conhecida, pertencente ao grupo de PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Nativa da Mata Atlântica, ela pode ser encontrada nos estados de Minas Gerais e São Paulo. A introdução do cambuci na rotina alimentar brasileira, é uma forma tanto de valorização dos pequenos produtores, como também é uma possível forma de contribuir para a segurança alimentar e nutricional. O objetivo do presente trabalho é elucidar a composição mineral deste fruto, como forma de incentivar o seu consumo. As análises foram determinadas através da espectrofotometria de absorção atômica com chama, com digestão da amostra por via seca. Para determinação do cálcio e do magnésio, foi utilizado óxido de lantânio, para eliminar possíveis interferentes. Os resultados dos teores encontrados foram: Zinco (7,15 mg/kg-¹), Ferro (14,5 mg/kg-¹), Cobre (2,30 mg/kg-¹), Manganês (5,87 mg/kg-¹), Cálcio (0,50 mg/kg-¹) e Magnésio (0,60 mg/kg-¹). Não há dados recentes dessa composição mineral na literatura. O ferro e o zinco destacaram-se entre os minerais presentes no cambuci, ficando dentro do preconizado pelas diretrizes de Ingestão Média Recomendada e da Ingestão Adequada. O manganês também apresentou uma concentração destacável, ficando acima do recomendado pela legislação, podendo portanto ser classificado como fonte deste mineral. Esses valores superam os de frutos convencionais como abacate, banana, abacaxi e acerola. Os valores de cobre, que poderiam apontar uma contra-indicação por contaminação do fruto, também estão dentro do limite aceitável, indicando que o cambuci apresenta-se apropriado para possível comercialização. Essa análise reforça a possível inclusão do cambuci na ingestão alimentar diária, destacando que ele pode ser uma boa opção para além das frutas convencionais, uma vez que ele possui minerais importantes como o ferro, responsável pelo funcionamento adequado do sistema sanguíneo.
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