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A família Myrtaceae, a qual pertence o cambuci (Campomanesia phaea), é reconhecida por frutos com potencial antioxidante. O consumo desses antioxidantes naturais, presentes nas frutas, está associado com a redução de doenças causadas pelo estresse oxidativo. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho é identificar por diferentes métodos, o potencial antioxidante do cambuci. Para mensurar o potencial antioxidante foram utilizados os métodos: DPPH (2,2-Diphenyl-1-picryl-hidrazil), FRAP (Ferric Reducing Antioxidant Power) e ABTS (2,2-azino-bis(3-ethylbenzothiazoline-6- sulphonic acid)). Foram utilizados extratos aquosos e etanólicos na proporção de 1:50 (m/v). As análises foram realizadas em triplicata utilizando a espectrofotometria UV-VIS, ao abrigo de luz, com comprimentos de onda de 515 nm, 595 nm e 734 nm, respectivamente. Os resultados obtidos pelo método DPPH foram de 10,8 mg/L-¹ em meio etanólico e 15,9 mg/L-¹ em meio aquoso. FRAP (µM sulfato ferroso/g): 616,35 em meio etanólico e 444,12 em meio aquoso. ABTS (µM trolox/g): 902,6 em meio etanólico e 1804,8 em meio aquoso. Observa-se que o extrato em meio aquoso obteve valores maiores nos métodos DPPH e ABTS. Esse fato pode ser atribuído às diferenças nos componentes extraídos por esse meio e pela forma em que elas interagem com a matéria. Considera-se importante essa comparação por diversas metodologias para garantir a confiabilidade dos resultados. De modo geral, o cambuci apresenta-se com um considerável potencial antioxidante. Dado que o mesmo, é uma fruta nativa da Mata Atlântica, investigar esta capacidade é uma maneira de valorizá-la ainda mais. Seu potencial sugere diversas aplicações, como na indústria de alimentos, onde a capacidade antioxidante de extratos naturais pode ser usada para aumentar a vida útil de produtos alimentícios, além de auxiliar na promoção da saúde.
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