EFEITO DO AQUECIMENTO MICRO-ONDAS NO PERFIL DE ÁCIDOS GRAXOS E COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS DE UMA BEBIDA MISTA DE SUCO DE LARANJA E LEITE

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Details
  • Presentation type: Pôster
  • Track: Process Engineering and Emerging Technologies (ET)
  • Keywords: Produtos lácteos; Tecnologias emergentes; micro-ondas;
  • 1 Departamento de Nutrição e Dietética / Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro / Universidade Federal Fluminense
  • 2 Departamento de Bromatologia / Universidade Federal Fluminense
  • 3 Departamento de Engenharia Química / Escola Politécnica / Universidade de São Paulo
  • 4 Departamento de Tecnologia de Alimentos / Instituto de Tecnologia / Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • 5 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro

EFEITO DO AQUECIMENTO MICRO-ONDAS NO PERFIL DE ÁCIDOS GRAXOS E COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS DE UMA BEBIDA MISTA DE SUCO DE LARANJA E LEITE

CAROLINA PINTO DE CARVALHO MARTINS

Centro Integrado de Alimentos e Nutrição, Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Abstract

Nos últimos anos, um crescente interesse tem surgido na busca por tecnologias alternativas capazes de minimizar as mudanças nas características nutricionais e sensoriais dos alimentos inerentes ao processo térmico aplicado. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito do aquecimento por micro-ondas (MO, 65 e 75 ◦C por 15, 30 e 60s) no perfil de ácidos graxos e compostos orgânicos voláteis (COVs) de uma bebida mista de suco de laranja e leite (BMSLL). Bebidas pasteurizadas convencionalmente (75ºC/15s) e não tratadas foram usadas como controles. Os lipídios foram identificados e quantificados por CG–MS. Foram calculados: índice aterogênico (IA), índice trombogênico (IT), ácidos graxos desejados (AGD) e ácidos graxos saturados hipercolesterolêmicos (AGSH). Os COVs foram identificados por CG-MS através dos índices de retenção linear. As bebidas tratadas por MO apresentaram maior concentração de ácido graxo de cadeia média (AGCM) e menor de cadeia longa (AGCL) e monoinsaturado (AGMI), resultando em maior IA e menor AGD quando comparadas ao produto pasteurizado (p<0,05). Entretanto, quando comparadas a bebida não tratada, apresentaram menores IA e IT, maior teor de AGD (p<0,05), e não diferiram em relação ao AGSH (p>0,05). Em especial, as amostras MO 65ºC e 75ºC/60s exibiram perfil de ácidos graxos e índices de saúde semelhantes aos do produto não tratado. Entretanto, as amostras submetidas à condição mais drástica (MO 75ºC/60s) apresentaram COVs que podem afetar negativamente as características sensoriais do produto, além de não apresentarem outros importantes por doar o aroma de laranja (citral, derivado de carotenoides), toranja e frutado. Já as amostras tratadas por MO 65ºC/60s apresentaram COVs responsáveis pelo aroma doce e frutado não presentes no produto não tratado, e não apresentaram compostos responsáveis por impactar negativamente o aroma. Conclui-se que o MO pode ser uma alternativa à pasteurização convencional para processamento de BMSLL, principalmente em condições mais brandas.

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