COMO A TECNOLOGIA MICRO-ONDAS É PERCEBIDA? UM ESTUDO TRANSCULTURAL SOBRE SEGURANÇA DE ALIMENTOS ENTRE BRASIL E PORTUGAL

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Details
  • Presentation type: Pôster
  • Track: Food Security and Food Science (SCA)
  • Keywords: Segurança de Alimentos; Percepção do consumidor; micro-ondas;
  • 1 Departamento de Nutrição e Dietética / Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro / Universidade Federal Fluminense
  • 2 Departamento de Bromatologia / Universidade Federal Fluminense
  • 3 Departamento de Engenharia Química / Escola Politécnica / Universidade de São Paulo
  • 4 Departamento de Tecnologia de Alimentos / Instituto de Tecnologia / Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • 5 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro

COMO A TECNOLOGIA MICRO-ONDAS É PERCEBIDA? UM ESTUDO TRANSCULTURAL SOBRE SEGURANÇA DE ALIMENTOS ENTRE BRASIL E PORTUGAL

CAROLINA PINTO DE CARVALHO MARTINS

Centro Integrado de Alimentos e Nutrição, Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Abstract

O aquecimento micro-ondas (MO) é considerado uma tecnologia emergente e pode ser mais eficiente em termos energéticos do que o aquecimento convencional. Porém, entre seus problemas destaca-se o aquecimento não uniforme com a possível formação de pontos frios, associado ao risco microbiológico. Este estudo teve como objetivo verificar o conhecimento sobre MO doméstico por brasileiros (n = 494) e portugueses (n = 460). Foi utilizado um questionário com 24 questões que contemplavam o uso e conhecimento sobre a segurança do MO; práticas de segurança ao reaquecer ou cozinhar alimentos; e atitude em relação à segurança de alimentos e preocupações sobre alimentos preparados em MO. Brasileiros e portugueses usam o equipamento principalmente para reaquecer, descongelar e cozinhar, geralmente com o auxílio de utensílios rotulados como seguros para MO. A migração de compostos do recipiente para o alimento, e as alterações de textura e sabor foram as principais preocupações relatadas. Os brasileiros usam mais o MO para reaquecer e cozinhar alimentos comerciais congelados. Entretanto, 3,6% dos brasileiros ainda utilizam utensílio de metal, 19,7% não leem as instruções de reaquecimento e 12,2% não leem as instruções de cozimento. Os consumidores portugueses têm um maior conhecimento dos níveis de potência do equipamento, além de permitirem que os alimentos fiquem parados antes de consumi-los, prática que favorece uma distribuição mais uniforme do calor, minimiza a formação de pontos frios e os riscos microbiológicos. Os índices de segurança ao consumir alimentos tratados por MO foram calculados em 5,7 para brasileiros e 6,4 para portugueses em uma escala de 9 pontos, demonstrando que eram indiferentes ou que consideravam os produtos tratados por MO como pouco seguros, respectivamente. Pessoas com diferentes níveis de escolaridade apresentaram diferentes conhecimentos sobre a tecnologia, sendo verificada uma necessidade de maior disseminação das informações para atingir a população com menor grau de instrução.

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