PROCESSAMENTO DO TOMATE (Lycopersicum exculentum) SECO COM SUBSTITUIÇÃO DO CLORETO DE SÓDIO PELO CLORETO DE POTÁSSIO: AVALIAÇÃO DA DESIDRATAÇÃO OSMÓTICA SEGUIDA DE SECAGEM
Órgãos de saúde e associações brasileiras de alimentação estão cada vez mais direcionados na redução de sódio nos alimentos industrializados. Objetivou-se com este estudo avaliar a desidratação osmótica (DO), com substituição do cloreto de sódio (NaCl) pelo cloreto de potássio (KCl), seguida de secagem convectiva, para o processamento do tomate seco. Os tomates, da variedade italiana, foram adquiridos no comércio local de Aparecida/PB. Treze diferentes proporções de Sacarose, NaCl e KCl foram utilizadas na DO, com imersão de 1∕4 tomate:solução osmótica, por 3 horas em temperatura ambiente. Após a DO, amostras dos 13 tratamentos foram colhidas para determinações de perdas de peso (PP) e de água (PA). Os tratamentos foram submetidos à secagem em estufa com circulação forçada de ar a 60°C por 17 horas. As médias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Após a DO, T6 (10% KCl), T8 (5%NaCl e 5%KCl) e T12 (2,5%sacarose e 10%KCl) apresentaram resultados significativos de PA (T6: 33,3%; T8: 31,25% e T12: 30,71%) e PP (T6: 31,92%; T8: 30% e T12: 28,43). Quanto aos dados de umidade ao fim da secagem, dos 13 tratamentos, apenas o T3 (5%NaCl); T5 (5%KCl); T8 (5%NaCl e 5%KCl); T12 (2,5%sacarose e 10% KCl) e T13 (2,5%Sacarose, 2,5% NaCl e 2,5% KCl) apresentaram até 25% de umidade final. Para o T13, a solução quaternária (Sacarose, NaCl e KCl) usada provoca uma maior saída de água, obtendo umidade final de 15,91%, no mesmo tempo dos demais. Contudo, a substituição parcial ou total do NaCl por KCl, de 5 e 10%, com ou sem sacarose, obtiveram redução significativa do tempo de secagem no processamento do tomate seco, podendo ser uma alternativa eficiente tanto para reduzir o tempo de exposição do produto ao calor como para se produzir um alimento livre ou reduzido de sódio.