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EFEITO DE BRANQUEAMENTO E TRATAMENTO ENZIMÁTICO NO RENDIMENTO EM POLPA DE UVA BRS NÚBIA

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O rendimento em polpa de frutas é dependente basicamente das etapas de processo empregadas para obtenção do produto. Visando utilizar o excedente de safra da uva BRS Núbia (‘Michele Palieri’ x ‘Arkansas 2095’) para obtenção de polpa, este trabalho objetivou avaliar o efeito do branqueamento e tratamento enzimático (TE) da uva nos rendimentos de polpa e resíduo. Para tanto, 900g de bagas de uva foram branqueadas a vapor (6min), homogeneizadas (30seg) em mixer e divididas em porções (150g). Estas porções foram aquecidas a 50C/50min; tratadas enzimaticamente com dois complexos pectinolíticos comerciais contendo, respectivamente, poligalacturonase e pectina liase como enzimas declaradas, em diferentes proporções (30:70 - TE1; 50:50 - TE2 e 70:30 - TE3, m/m), de acordo com as dosagens recomendadas pelo fabricante. As porções branqueadas e submetidas aos tratamentos enzimáticos (TEs) foram incubadas por 1h, com agitação a cada 10mim, visando a despectinização do tecido vegetal. Posteriormente, as enzimas foram desativadas por aquecimento a 90C/5min, seguido por rápido resfriamento em banho de gelo. As massas resultantes das polpas e dos resíduos foram obtidos com o auxílio de prensa e, os rendimentos foram calculados. O experimento foi realizado em duplicata. Duas porções foram branqueadas mas não submetidas ao TE, sendo consideradas amostras controle. Os rendimentos médios (%) das polpas e dos resíduos obtidos após emprego do branqueamento seguido dos TEs TE1, TE2 e TE3 variaram, respectivamente, de 82 a 89 e de 8 a 16, enquanto que no tratamento controle (apenas branqueadas) obteve-se rendimentos (%) de polpa e resíduo, respectivamente, de 77 e 21. O branqueamento seguido de tratamento enzimático mostrou-se eficaz para aumento do rendimento de polpa, sendo os melhores resultados obtidos após emprego dos TEs TE1 e TE2.