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DETERMINAÇÃO DO TEOR DE AMILOSE E DE AMILOPECTINA EM FARINHAS DE TAPIOCA PRODUZIDAS NO ESTADO DO PARÁ

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A farinha de tapioca é um produto obtido a partir da fécula de mandioca, que passa por uma etapa de torração. Este produto, muito consumido na Região Norte do Brasil, é constituído basicamente por amido, e para a sua produção são utilizados, pelo menos, dois processos distintos. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa foi determinar os teores de amilose e amilopectina em farinhas obtidas pelos dois processos, para avaliar o impacto dos mesmos na qualidade do amido das farinhas. Para tal, foram caracterizadas seis amostras de farinha, sendo três provenientes de uma localidade onde na obtenção da farinha é realizada uma etapa de escaldamento (180°C/5 min) antes da torração (>200°C) e três, de uma localidade onde a etapa de escaldamento não é realizada. A extração do amido das farinhas foi realizada conforme Montgomery e Senti (1958), com modificações. A quantificação da amilose foi realizada de acordo com Williams, Kuzina e Hlynka (1970) e o teor de amilopectina, obtido por diferença. O teor de amilose variou de 23,4 a 25,1% e o teor de amilopectina, de 74,9 a 76,6%, em relação ao amido das farinhas. O teste de Tukey não revelou diferença estatisticamente significativa (p > 0,05) para os teores de amilose e amilopectina, entre as amostras; independente do processo de produção utilizado. Os teores de amilose e amilopectina obtidos foram da mesma ordem de grandeza de valores encontrados na literatura para a fécula de mandioca. A predominância da amilopectina, em relação à amilose, tem grande reflexo no valor nutricional do produto, pois as cadeias ramificadas da amilopectina permitem maior acesso de enzimas digestivas, o que facilita a digestão e a absorção, resultando em maior concentração de glicose no sistema sanguíneo.