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ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E ESTABILIDADE OXIDATIVA DE ÓLEOS COMPOSTOS

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Durante as últimas décadas, a demanda por alimentos saudáveis e com elevada estabilidade oxidativa aumentou consideravelmente. Como alternativa surgiram os óleos com composição especial, que são aqueles formados pela mistura de óleos de duas ou mais espécies vegetais. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antioxidante e estabilidade oxidativa dos óleos de linhaça (L), algodão (A), coco (C), linhaça:algodão (LA), linhaça:coco (LC) e linhaça:algodão:coco (LAC) sob estocagem acelerada em estufa a 60°C/20 dias. Amostras foram coletadas nos tempos 0, 10 e 20 dias de estocagem para análises de atividade antioxidante (DPPH˙ e FRAP) e estabilidade oxidativa por Rancimat a 110°C, com fluxo de ar de 20L/h. No início da estocagem, o óleo de algodão se destacou apresentando 92,76%, no teste de redução de DPPH˙. O óleo de linhaça proporcionou mais de 60% de aumento na atividade antioxidante em relação ao óleo de coco, visto que o LC apresentou 42,42% de DPPH˙. Inicialmente, para o método FRAP, destacaram-se os óleos de algodão, LC e linhaça com 102,59; 99,09 e 97,23 μM/100 g, respectivamente. Durante a estocagem ocorreram oscilações nos óleos compostos, possivelmente devido à presença de compostos pró-antioxidantes provenientes do óleo de linhaça. O óleo de coco apresentou maior estabilidade oxidativa, 53,79 h, no início da estocagem. Dentre os óleos compostos, verificou-se que o LA e LAC se mantiveram estáveis até 10 dias de estocagem, provavelmente devido às reações sinérgicas entre os compostos presentes nos óleos de linhaça e algodão. Concluiu-se que o óleo de algodão apresentou atividade antioxidante significativa, enquanto que o óleo de coco mostrou-se mais estável durante a estocagem. Assim, os óleos de algodão e coco podem ser usados em formulações de óleos compostos, agregando atividade antioxidante e estabilidade oxidativa ao óleo de linhaça.