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Os processos de beneficiamento, manipulação, estocagem e transporte do cacau e seus produtos, favorecem sua contaminação, além dos riscos envolvidos nas falhas das práticas de fabricação. Já a obrigação da rotulagem, tenciona promover benefícios, fornecendo informações pertinentes ao produto de forma clara ao consumidor, evitando obstáculos ao comércio. O objetivo deste trabalho foi a identificação de sujidades e possíveis fraudes, além da análise de rótulos, em achocolatados distribuídos comercialmente. Foram analisadas três marcas de achocolatados em pó de diversos lotes adquiridos em estabelecimentos comerciais das cidades do Rio de Janeiro e Nilópolis. Através da análise de rotulagem foram encontradas inconformidades relacionadas aos aromatizantes. Para sujidades sólidas, leves, foram utilizados métodos da AOAC e o método de identificação de matérias estranhas leves e partículas metálicas em bebidas lácteas e mingau modificado do Instituto Adolfo Lutz, ambos sugeridos pela ANVISA. Através da triagem microscópica dos materiais identificaram-se 15 hifas, 3 fragmentos de inseto, 17 pelos e 284 fragmentos vegetais, considerando-se todas as amostras. A extração de partículas metálicas baseou-se no princípio da atração magnética por ímãs, obtiveram-se massas entre 0,02g e 0,89g, avaliadas qualitativamente pela técnica de Espectroscopia de Energia Dispersiva. Analisaram-se ainda os teores de Fe, Na e K via FAAS e FAES. Todas as amostras apresentaram teor de Na 80% menor, em relação às informações fornecidas nas tabelas nutricionais de cada produto. Os teores de Fe variaram de 3 a 20 vezes maior que o mencionado. Os teores de K variaram de 5,54mg a 10,95mg por porção de 20g de achocolatado, não constando o teor de K em todas as amostras. Os resultados obtidos foram comparados à RDC 14 de 28 de março de 2014 da ANVISA e à Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, corroborando a não conformidade e indicando falha nas boas práticas de fabricação das amostras analisadas.