TEOR DE COMPOSTOS FENÓLICOS E TEXTURA DE IOGURTE ADICIONADO DE RESÍDUOS DE BETERRABA
O Brasil é um dos países que mais desperdiçam alimentos no mundo e para contornar este problema, a busca pelo aproveitamento integral do alimento surge como proposta inovadora, ofertando produtos diferenciados e que possam despertar o interesse do consumidor, principalmente se adicionados em produtos conhecidos e de consumo diário, como as bebidas lácteas e os iogurtes. A beterraba possui alto teor de ferro e proteína, além de ser rica em potássio, zinco, cloro e sódio e, tem muitas vezes seus talos e folhas desprezados, que assim como a polpa são nutritivos. A adição de xarope de resíduos de beterraba no iogurte concentrado surge como uma proposta para aumentar e/ou agregar valores nutritivos ao produto. O objetivo deste estudo foi analisar o teor de teor de compostos fenólicos (CF) e o perfil de textura do iogurte concentrado adicionado de 15% de xarope de resíduos de beterraba no 15° dia de armazenamento. A análise de textura seguiu conforme a metodologia de Ramos et al. (2009) em que os parâmetros de perfil de textura analisados foram dureza, coesividade, adesividade e compressibilidade e para análise de compostos fenólicos seguiu conforme Rufino (2010). Realizou-se a média ± desvio-padrão das amostras. Os teores de CF foram determinados em 17,58±1,45 mg MDA/kg, a dureza em 1,17±0,03 N, compressibilidade em 3,59±0,03 N/mm, adesividade em -0,24±0,03 N/mm e a coesividade -0,20±0,03. Alguns autores citam que a dureza esta inversamente relacionada com a coesividade e além disso, quanto maior o teor de proteína e gordura tem o iogurte, maiores valores estão relacionados a estes parâmetros. Estudos apontam que os talos e folhas de beterrabas contém propriedades antioxidantes que são benéficas a saúde incluindo os compostos fenólicos. Desta forma, o iogurte apresentou excelentes características de perfil de textura e teor de compostos fenólicos no 15° dia de armazenamento.