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Processo de branqueamento da casca da castanha do Pará (Bertholletia excelsa)

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A utilização de resíduos agroindustriais visa reduzir os danos gerados ao meio ambiente e aumento da lucratividade das empresas. Os materiais celulósicos apresentam baixa massa especifica e boa biodegradabilidade, sendo aplicados em matrizes poliméricas biodegradáveis. O presente trabalho estudou o processo de branqueamento para remoção principalmente da lignina e hemicelulose na casca da castanha do Pará para posterior extração de nanocristais de celulose. Inicialmente realizou-se a mercerização com 10 g de fibras em 200 mL de solução de hidróxido de sódio (NaOH 5%), em seguida as amostras foram agitadas em um shaker por 4 horas à temperatura ambiente. Posteriormente, as mesmas foram lavadas com água destilada até atingirem pH neutro, sendo secas em estufa a 45°C por 24 horas. Na segunda etapa, as amostras foram branqueadas em uma solução na proporção de 1g de fibra mercerizada para 20 mL de solução de peróxido de hidrogênio (30v) adicionando a mesma quantidade de NaOH (5%). A solução foi agitada e aquecida constantemente, em seguida as fibras foram lavadas até pH neutro e submetidas ao processo de secagem em estufa. Tal procedimento foi realizado duas vezes. Na terceira etapa, utilizou-se 100 mL de H2O2 para 100 mL de NaOH (5%), com a mesma metodologia anterior. Obteve-se percentuais de 80% e 18% para celulose e lignina e posterior ao tratamento apresentou 82% e 17%. A diferença de cor ΔE, ou seja, o número absoluto que indica a totalidade da cor de 38,68 e posteriormente ao branqueamento 83,74 indicando a remoção de lignina e hemicelulose, pois houve grande variação na coloração. A partir dessas fibras branqueadas pode-se obter nanocristais de celulose sendo aplicadas na fabricação de nanocompósitos. Sendo assim, esses resíduos gerados nas industrias, como matéria prima, podem ser aproveitados contribuindo para sustentabilidade e lucratividade.