ESTUDO DA VIDA ÚTIL DE UVAS MINIMAMENTE PROCESSADAS COM COBERTURA À BASE DE CERA DE ABELHA E ALGINATO DE SÓDIO
As uvas apresentam graves problemas pós-colheita, por serem altamente perecíveis, apresentando vida útil reduzida pela perda de firmeza, compostos nutricionais e funcionais. Portanto, o presente estudo visou formular uma cobertura comestível à base de cera de abelha e alginato de sódio, avaliando suas propriedades e seus efeitos quando aplicados em uvas minimamente processadas. Os frutos foram sanitizados e imersos na solução filmogênica de alginato de sódio, cera de abelha, glicerol e tween 80, e reticulados em solução de cloreto de cálcio, e armazenados sob refrigeração a 8 ºC ± 2 ºC por 21 dias. Análises físico-químicas e microbiológicas foram realizadas, todas em triplicatas, nas uvas com e sem coberturas comestíveis. Numericamente os valores da força aplicado nas uvas com cobertura (4,98 N ± 0,49 N) foram superiores ao das amostras sem cobertura (3,52 N ± 0,21 N), com 21 dias de armazenamento, demonstrando que este recobrimento pode amenizar ou evitar injúrias causadas pelo transporte e armazenamento comercial. A baixa variação da acidez titulável e do pH, evidencia que a maior perda de água da amostra recoberta, foi da cobertura, e não da uva revestida, preservando o produto aos 21 dias de armazenamento. As análises microbiológicas aplicadas nas uvas com e sem cobertura estavam dentro da legislação, sendo que a uva com cobertura obteve menor contagem de coliformes totais do que a amostra sem o revestimento, indicando que a cera de abelha teve ação antimicrobiana, o que possivelmente aumentaria a vida de prateleira do produto.