DETERMINAÇÃO DO TEOR DE SÓDIO E COMPARAÇÃO COM O ROTULADO EM MINI-BOLOS INDUSTRIALIZADOS CONSUMIDOS EM LANCHES INFANTIS
Resumo: A inserção de determinados alimentos industrializados na infância pode gerar um desequilíbrio na ingestão de nutrientes, com excessos ou escassez. Dentre os componentes alimentares de maior preocupação, devido à presença excessiva, está o sódio. O excesso de sódio em alimentos infantis tem sido verificado em diversos estudos, inclusive com teor superior ao informado na rotulagem nutricional. Mini-bolos industrializados surgiram há poucos anos no mercado brasileiro e são frequentemente empregados nos lanches das crianças, porém possuem poucos estudos sobre sua composição. Nesse contexto, este trabalho objetivou determinar o teor de sódio de mini-bolos industrializados, contrastando-o com o informado na rotulagem. Foram coletadas amostras de mini-bolos comercializados no município de Petrolina-PE, sendo cinco marcas diferentes (A, B, C, D e E), com três lotes distintos. As amostras foram digeridas em solução nitroperclórica e analisadas em espectrofotômetro de emissão atômica. Os resultados foram avaliados por ANOVA e teste de Tukey. Os mini-bolos apresentaram teor de sódio (mg/ 40 g) de 157,1 ± 2,1 para A; 104,7 ± 12,93 para B; 82,3 ± 1,2 para C; 89,8 ± 12,99 para D; e 89,8 ± 1,9 para E. Verificou-se que o mini-bolo com maior conteúdo desse mineral foi o da marca A, cujo teor informado no rótulo também era o mais elevado. Ainda que do mesmo sabor, os produtos de marcas distintas podem conter variações na quantidade ou no tipo de ingrediente, justificando a variação nos nutrientes. Ao comparar o valor determinado com o rotulado, constatou-se que as marcas B, D e E apresentavam teor de sódio superior ao informado ao consumidor, excedendo o limite de 20% estabelecido pela ANVISA, conforme RDC n° 360 de 2003. Portanto, a maioria dos mini-bolos estudados estão em desacordo com a legislação e as crianças podem estar consumindo ainda mais sódio do que o rótulo prevê.