COMPOSTOS BIOATIVOS EM FRUTOS DE GARCINIA
Resumo: O interesse em frutos do Cerrado tem crescido nos últimos anos devido aos benefícios para sua saúde. As espécies Garcinia xanthochymus e Garcinia gardneriana, conhecidas como mangostão-amarelo e bacupari, estão amplamente distribuídas em algumas regiões do Brasil e vem sendo estudadas devido ao seu grande potencial terapêutico devido a compostos com capacidade antioxidante. Esse estudo tem por objetivo avaliar a polpa dos frutos de espécies Garcinia em relação ao teor de fenóis totais e potencial de atividade antioxidante por meio de extrato aquoso e etanólico. Determinação de fenois totais por espectrofotometria com reagente de Folin-Ciocalteau e potencial em sequestrar radicais livres por meio do modelo 2,2 difenil-1-picril hidrazil (DPPH), realizados em triplicata. Os melhores resultados para concentração de fenóis totais foram no extrato etanólico, tanto para a polpa mangostão-amarelo, como para de bacupari, apresentando 62,39 e 132,41 mg de equivalente de ácido gálico.100g-1, respectivamente. Enquanto para extrato aquoso apresentaram 10,87 e 60,48 mg de equivalente de ácido gálico.100g-1, respectivamente. Para atividade antioxidante os extratos etanólicos e aquosos do bacupari apresentaram melhores resultados com IC50 de 78,00 e 90,62 mg.mL-1 respectivamente, sendo superior à espécie G. xanthochymus com 117,98 e 496,99 mg.mL-1 respectivamente. Quanto menor a concentração do extrato na inibição de 50% do DPPH, maior sua capacidade antioxidante. Os resultados indicam que a Garcinia gardneriana possui perspectivas promissoras para o desenvolvimento e uso da polpa, pois possui níveis consideráveis e grande potencial antioxidante. Estudos adicionais são necessários para avaliar essa propriedade dos extratos que possivelmente possibilitará a utilização como alimento funcional.