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Queijo minas frescal é um dos mais populares e produzidos no Brasil. Apresenta alto teor de umidade, curta vida de prateleira e é um alimento próprio para incorporação de probióticos. Avaliou-se amostras de queijo minas frescal probiótico comercial, com Bifidobacterium lactis. Como a B. lactis é de metabolismo anaeróbio, propôs-se comparar características físico-químicas e microbiológicas das regiões interna e externa dos queijos. Adquiriu-se três amostras de queijo minas frescal probiótico em comércio local e realizaram-se amostragens superficiais e em 1 cm de profundidade, em triplicata, 21 dias após a data de fabricação, sendo a validade 35 dias. Determinaram-se pH e acidez titulável, conforme Instrução Normativa 68/2006 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e contagem padrão de microrganismos mesófilos aeróbios estritos e facultativos viáveis, segundo a Instrução Normativa 62/2003 (MAPA). Enumeração seletiva de Bifidobacterium spp. foi realizada em meio Agar de Man, Rogosa e Sharpe enriquecido com cloreto de lítio e propionato de sódio, incubado em anaerobiose por 72h a 37°C. Os resultados foram avaliados por análise de variância (ANOVA) e teste de comparação de médias de Tukey (p ≤ 0,05), com auxílio do programa Assistat 7.7®. As médias obtidas nas regiões interna e externa do queijo foram, respectivamente: acidez titulável 0,192 e 0,186 % ácido lático; pH 7,02 e 7,00; contagem padrão 6,18 e 6,03 log UFC.g-1; B. lactis 6,87 e 6,79 log UFC.g-1. Resultados das regiões interna e externa do queijo minas frescal probiótico comercial não diferiram significativamente. A B. lactis, mesmo sendo anaeróbia, manteve-se viável e com concentrações adequadas tanto na região externa quanto interna do queijo, evidenciando a influência das características intrínsecas protetoras do produto, além de estar conforme a legislação vigente no quesito da alegação de produto probiótico.