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Identificação E Quantificação De Ácidos Graxos Em Queijos Comerciais Tipicamente Brasileiros

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O queijo é rico em ácidos graxos (AGs) e amplamente consumido pelos brasileiros. No mercado nacional tem-se como protagonistas os queijos coalho, prato, minas frescal e padrão. Os AGs tem um importante papel para saúde do homem, como alteração na razão entre HDL e LDL e imunomodulação. Esse trabalho visa identificar e quantificar os AGs nos queijos prato, minas frescal, minas padrão e coalho; sobretudo os monoinsturados (AGMI), poliinsaturados (AGPI), ácido linoléico conjugado (CLA) e ácido alfa linolênico (ALA) por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CGAR-EM). Para determinação dos AGs extraiu-se e derivatizou-se as amostras, em seguida injetou-se no cromatógrafo a gás utilizando coluna de polietilenoglicol de 60m x 0,25mm x 0,25μm. Programação do forno: 70°C por 10 minutos, seguido de rampa de 5ºC min-1 até 80ºC, mantido por 1 minuto. Nova rampa de 10ºC min-1 até 240ºC mantendo por 30 min ao final, totalizando 59 minutos de análise. A quantificação foi feita através de uma curva de calibração de 7 níveis a partir de um padrão de 37 ácidos graxos, expressos em grama de AGs por 100 gramas de amostra. O queijo minas frescal apresentou as concentrações de AGMI (5,5 10-2), AGPI (7,6 10-3), CLA (6,4 10-3) e ALA (1,2 10-3). O queijo minas padrão apresentou as concentrações de AGMI (6,3 10-2), AGPI (7,6 10-3), CLA (5,4 10-3) e ALA (2,3 10-3). O queijo coalho apresentou as concentrações de AGMI (1,1 10-1), AGPI (1,4 10-2), CLA (1,2 10-3) e ALA (1,3 10-2). O queijo prato apresentou as concentrações de AGMI (1,6 10-1), AGPI (1,8 10-2), CLA (1,3 10-2) e ALA (5,0 10-3). Constou-se que o queijo prato e o queijo coalho obtiveram os maiores teores de AGs insaturados, sobretudo nos CLA e ALA; destacando-se dentre os 4 tipos analisados, apresentando maior potencial de benefício à saúde.