COMPOSIÇÃO CENTESIMAL E MINERAL DE FARINHA DE CASTANHA-DO-BRASIL
A castanha do Brasil é um produto florestal não madeireiro de grande importância econômica para o país, além de possuir alto valor nutricional e apelo funcional. Estima-se que mais de meio milhão de pessoas dependa da venda desses produtos, em sua maioria pessoas de baixa renda. A castanha do Brasil é apenas um exemplo, já bem sucedido por ser um produto conhecido e apreciado internacionalmente. A Amazônia legal, no estado de Mato Grosso, tem na castanheira do Brasil (Bertholletia excelsa, H.B.K.) uma importante fonte de renda. As castanhas são ricas em lipídeos (65–70%) e contém cerca de 50% de proteína na farinha desengordurada. Além de ser uma rica fonte de ácidos graxos insaturados, fibras, micronutrientes, vitaminas e fitoquímicos a castanha do Brasil contém altos níveis de selênio, podendo ser considerada um alimento funcional. A castanha pode ser consumida in natura, desidratada e também na forma de farinha, que é usada na preparação de biscoitos, doces e bolos. O objetivo deste estudo foi determinar a composição centesimal e mineral da farinha de castanha do Brasil, que posteriormente seria usada no processamento de diferentes produtos alimentícios. Para obtenção da farinha, as castanhas, coletadas no distrito de Guaíba, município de Colniza-MT, após descascadas e higienizadas, foram prensadas com objetivo de separar a fração lipídica da farinha. Como resultado da primeira prensagem obteve-se uma farinha que apresentou teor de umidade de 3,95%, com 53,7% de lipídeos e 30,3 % de proteína, além de 10,91% de cinzas e 1,14% de carboidratos. Os minerais, analisados por espectrometria de absorção atômica, indicaram alto teor de potássio, magnésio, fósforo e cálcio, além de 2,7mg/100g de selênio. A farinha, após o processamento e obtenção, mantém seu alto teor energético-proteico, e possui inúmeras possibilidades de aplicação, visando o enriquecimento de uma grande variedade de grupos de alimentos.