AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE SALGA SECA E ÚMIDA DE FILÉS DE GÓ
A salga é um dos métodos mais tradicionais de preservação de alimentos. Devido às mudanças ocorridas na composição e estrutura do tecido durante esse processo, a salga possibilita a produção de um alimento estável. Os principais métodos para salgar um peixe são a salga seca, a salga úmida e a salga mista. O objetivo do presente estudo foi avaliar o processo da salga seca e salga úmida em filés de gó (Macrodon ancylodon), adquiridos na feira do peixe do mercado Ver-o-Peso, em Belém-PA. Os filés com pele foram salgados na proporção de 40% de sal em relação ao peso inicial. Após os processos de salga, os filés foram acondicionados em embalagens de polietileno em duas condições diferentes (atmosfera normal e sob vácuo) à temperatura de 5ºC. A umidade do pescado submetido à salga seca (21,67%) foi menor do que o submetido à salga úmida (39,11%). Com relação ao teor de cinzas presente nos pescados, ambos (salga seca (25,60%) e úmida (26,00%)), apresentaram teor acima do estabelecido pela legislação que indica que este deve ser de 25,00%. A avaliação dos pescados salgados foi realizada através da determinação da atividade de água (aw) e do teor de cloreto de sódio (NaCl) no tempo inicial de armazenamento e após 15 dias. O teor de NaCl dos pescados submetidos ao processo de salga seca foram maiores do que os da salga úmida. A aw dos pescados salgados submetidos ao processo de salga seca foi menor do que os submetidos à salga úmida, e todos os que foram armazenados sob vácuo apresentaram menores aw após os 15 dias de armazenamento. Ambos os processos de salga podem ser utilizados para o desenvolvimento de processos tecnológicos de baixo investimento incentivando novas opções para o consumo de pescado e melhorando os processos de conservação.