OBTENÇÃO E ELABORAÇÃO DE MACARRÃO SEM GLÚTEN UTILIZANDO FARINHA DA CASCA DO MARACUJÁ AMARELO (Passiflora edulis flavicarpa)
O Brasil aparece como um dos maiores produtores e consumidores de maracujá do mundo. As frutas são utilizadas pelas indústrias de suco que após retirar a polpa descartam as cascas gerando resíduos que inclusive são ricos em fibra solúvel. Neste sentido, existe a necessidade de se obter fontes alternativas de farinhas que possam ser utilizados na produção de alimentos principalmente sem glúten. Portanto, o trabalho produziu a farinha da casca de maracujá, desenvolveu uma formulação de macarrão sem glúten como alternativa na dieta do paciente celíaco e realizou a análise sensorial. A produção da farinha da casca do maracujá ocorreu por secagem por 12 horas a uma temperatura de 70ºC. Na formulação do macarrão utilizou-se a mandioca cozida, farinha de arroz, fécula de batata, ovo, farinha de maracujá e goma xantana. Para a análise sensorial utilizou-se escala hedônica de 9 pontos com 60 provadores não treinados, e macarrão sem molho de tomate, em temperatura ambiente. Como resultado obteve-se uma farinha com umidade final de 9%. Com relação à análise sensorial, no quesito sabor 69% dos provadores gostaram, 12% foram indiferentes e 19% desgostaram. Para o critério textura 71,4% dos provadores gostaram, 10% foram indiferentes e 19% desgostaram. Desta forma conclui-se que pelas características do macarrão avaliado sensorialmente a farinha de maracujá pode ser inserida com facilidade na produção de alimentos sem glúten. E tecnologicamente o macarrão com farinha da casca é viável com grande potencial econômico em vista do custo de produção, rendimento e aceitabilidade.