ELABORAÇÃO DE LEITE FERMENTADO PROBIÓTICO COM BAIXO TEOR DE LACTOSE E ADIÇÃO DE LEITELHO
A intolerância à lactose é comum na população brasileira, causando sintomas desagradáveis quando ocorre a ingestão de leite e seus derivados. O objetivo do trabalho foi a elaboração de um leite fermentado com redução no teor de lactose, adicionado de culturas probióticas e contendo30% de leitelho, um subproduto lácteo rico em nutrientes. Foram elaboradas 4 formulações de leite fermentado: HTP) leite e leitelho com lactose hidrolisada + Streptococcus thermophilus, Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium animalis; HT) leite e leitelho com lactose hidrolisada + S. thermophilus; NHTP) leite e leitelho adicionados de S. thermophilus, L. acidophilus e B. animalis; NHT) leite e leitelho adicionados de S. thermophilus. Os leites fermentados foram avaliados nos dias 1, 7, 14, 21 e 28 de armazenamento a 4oC quanto ao pH, acidez titulável e enumeração dos microrganismos. Os dados obtidos foram analisados através de análise de variância, ao nível de 5% de significância. Os produtos HTP e HT apresentaram 89 e 70% de lactose hidrolisada, respectivamente, demonstrando a importância do probiótico também na hidrólise deste carboidrato. Durante os 28 dias, o pH do produto NHTP foi menor que os outros. A população de S. thermophilus manteve-se sempre acima de 11 log UFC/mL, em todas as formulações. Nos leites fermentados probióticos, as populações desses microrganismos diminuíram durante o armazenamento, mas mantiveram-se sempre acima de 8 log UFC/mL, o que é suficiente para que o produto seja definido como probiótico. Além disso, a lactose hidrolisada parece promover a multiplicação dos microrganismos utilizados.