EFEITO DAS CONDIÇÕES EXPERIMENTAIS SOBRE O RENDIMENTO DA SECAGEM E SOLUBILIDADE DA PITANGA ROXA (Eugenia uniflora L.) DESIDRATADA POR ATOMIZAÇÃO
A pitanga roxa (Eugenia uniflora L.), ao contrário da variedade vermelha, é uma fruta ainda pouco conhecida e estudada. Possui intensa coloração violeta, sabor exótico, mas é produzida durante curto período e apresenta elevada perecibilidade, o que limita sua comercialização. O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto das condições de secagem por atomização sobre o rendimento da secagem e solubilidade da pitanga roxa desidratada. Para a obtenção da pitanga roxa desidratada, as polpas da fruta foram obtidas por despolpadeira industrial (Compacta, ITAMETAL, Brasil) e submetidas à secagem em spray dryer (LM MSD 1.0, LABMAQ, Brasil), com vazão de alimentação e vazão do ar fixas nos valores de 0,53 L/h e 3,8 m³/min, respectivamente. Foram avaliadas três níveis de temperatura do ar de entrada de secagem (110, 130 e 150ºC) e quatro concentrações do coadjuvante goma arábica (5, 10, 15 e 20%), totalizando 12 ensaios. De modo geral, observou-se que o rendimento da secagem aumentou com a elevação da temperatura de entrada de ar. O pó de pitanga roxa com 15% de goma arábica a 150°C foi o que apresentou maior rendimento (89,57%). Todos os pós apresentaram boa solubilidade, que variou de 78,21% a 91,50% e o aumento da temperatura favoreceu a solubilidade dos produtos. Portanto, conclui-se que a temperatura de secagem e a concentração do agente carreador influenciaram no rendimento da operação e na solubilidade da pitanga roxa.