Desenvolvimento de refrigerante de malte de cevada
O Brasil é um grande produtor (16 bilhões L/ano aproximadamente) e consumidor (86 L/hab/ano aproximadamente) mundial de refrigerantes. No entanto, os refrigerantes nacionais contêm elevado teor de açúcares e são deficientes de compostos nutricionalmente benéficos (proteínas, vitaminas, fibras, entre outros). Isso contraria a tendência observada pelo estudo Food Trends 2020 que verificou que a “saudabilidade” será um forte direcionador do mercado futuro de alimentos e bebidas. O objetivo deste trabalho foi elaborar um refrigerante de malte de cevada. A escolha por esse cereal se deve a ausência desse tipo de refrigerante no mercado nacional, ao tradicional uso do malte na indústria de bebidas e ao seu teor de proteína e fibras solúveis (betaglucanos). Para isso foi produzido um mosto puro malte partindo-se da mistura 1:9 (malte: água). Esse mosto foi misturado ao xarope de sacarose (28 °Brix) dando origem ao xarope composto. Após diluição, adição dos aditivos e carbonatação, chegou-se ao refrigerante, que apresentou 10,5 °Brix, pH = 3,8, 2,9 % de açúcares redutores, 12,5 % de açúcares não redutores, 0,5 % de proteína e cor equivalente a 28 EBC. Sensorialmente apresentou score médio de aceitação igual a 7,06 (avaliado em escala hedônica de 9 pontos), 52 % dos provadores demonstraram reação positiva quanto a intenção de compra e 70 % avaliaram positivamente a cor. Diante do exposto, a elaboração do refrigerante de malte mostrou-se tecnicamente viável e bem avaliada sensorialmente pelos consumidores. Esse trabalho contou com o apoio do Centro de Tecnologia SENAI – Alimentos e Bebidas.