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“COMPOSTOS POLIFENÓLICOS E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE DE ESPINAFRES ORGÂNICOS E CONVENCIONAIS SANITIZADOS”

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A agricultura orgânica é praticada em muitos países do mundo e parte das terras agrícolas estão crescendo, entretanto, apesar da grande demanda por produtos orgânicos, são escassas as informações disponíveis aos órgãos governamentais, comerciantes e consumidores a respeito da sua qualidade nutricional, tornando-se necessário gerar conhecimentos aplicáveis ao ambiente produtivo. O objetivo deste trabalho foi avaliar se o modo de cultivo (orgânico e convencional) interfere no conteúdo de compostos polifenólicos e na capacidade antioxidante de espinafres (Tetragonia expansa), submetidos a diferentes métodos de sanitização. Os espinafres foram adquiridos no município de Botucatu-SP, transportados para o laboratório de Bioquímica, onde foram separados e submetidos a quatro tratamentos de sanitização: imersão em água de abastecimento público; em água clorada com 100 mg L-1 de hipoclorito de sódio por 10 minutos e ozonização em dois tempos de exposição (5 e 10 minutos). Em seguida os espinafres foram armazenados a 5±1ºC e UR de 85±5, por 7 dias. Após análise observamos que o teor de compostos polifenólicos foi menor nos espinafres orgânicos e convencionais, submetidos à sanitização com água e cloro. A capacidade antioxidante parece não ter sido influenciada, pelo sistema de cultivo ou pela sanitização empregada. O ozônio pode ter sido detrimental para as folhas de espinafre cultivados de modo convencional, já que apresentaram mecanismo diferenciado de resposta ao possível estresse causado pela sua aplicação. Podemos concluir que os tratamentos com água e cloro, independente do sistema de cultivo, são mais indicados para a manutenção da qualidade de espinafres.