COMPOSTOS FENÓLICOS EM PHYSALIS (Physalis peruviana L.): PROCEDIMENTO DE EXTRAÇÃO E POTENCIAL ANTIOXIDANTE
Physalis peruviana é uma planta arbustiva, amplamente encontrada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Seus frutos têm chamado atenção dos consumidores pelas citações de efeitos positivos à saúde. Ainda não devidamente caracterizado no que se refere aos compostos fenólicos, o Physalis é uma fruta que demanda pesquisas, sendo assim, o objetivo deste trabalho foi determinar o procedimento para extração eficiente dos polifenóis. Os frutos, após despolpamento, foram submetidos aos seguintes sistemas de extração: a) Extração não sequencial utilizando isoladamente água destilada, acetona a 80% e metanol a 80%; b) Extração sequencial utilizando acetona a 80%, metanol a 80% e água destilada; c) Extração sequencial utilizando água destilada, metanol a 80% e acetona a 80%. Os extratos obtidos foram submetidos à quantificação do teor de fenólicos totais, por método espectrofotométrico, utilizando o reagente Folin-Ciocalteau e curva padrão de ácido gálico, e à determinação da capacidade de sequestro do radical DPPH e ABTS. Com a extração sequencial, empregando acetona a 80% como primeiro solvente extrator, obteve-se extrato com maior teor de fenólicos totais (109,11 µg EAG/mL), demonstrando ser este procedimento eficaz para extração destes fitoquímicos. Esse extrato submetido aos ensaios antioxidantes apresentou valores de EC50 de 96,14 g de fruto/g de DPPH e de 155,71 µmol TEAC/g. Diante dos resultados, o physalis pode ser visto como uma fonte alimentar nutritiva, com propriedades funcionais, com boas perspectivas para a agroindústria tanto como matéria-prima na formulação de novos produtos como na sua forma in natura.