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Rótulos de alimentos (RA) são veículos importantes de informação entre o consumidor e o produto. Avaliou-se o hábito de leitura e utilização da informação nutricional de RA por usuários de supermercados da Grande Vitória, ES. Realizou-se estudo transversal, com 601 consumidores (19-60 anos), alfabetizados, de ambos os sexos, residentes na Grande Vitória, que consentiram em participar e abordados no ato da compra. Questionário estruturado (dados pessoais e socioeconômicos, importância, utilidade e conhecimento da rotulagem) foi aplicado. Testes de Fisher e t-student foram avaliaram a relação entre as variáveis estudadas (p<0,05). O Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos/UFES aprovou esse trabalho (025/2011). Dos entrevistados, 60,2% liam RA e os com nível superior consultavam mais RA (72%) que aqueles com ensinos médio e fundamental (p=0,001). Estudantes (58,3%) e ambulantes (100%) foram os indivíduos com menor conhecimento e aposentados e pensionistas, maior (75%). A internet facilitou a consulta dos RA (p=0,03) e o computador, influenciou nas compras, pela propaganda (p=0,048). 89% buscavam o prazo de validade e 55,9%, pesquisavam a quantidade de nutrientes na consulta. Apenas 8,9% conheciam o símbolo da irradiação e 71,8% não comprariam produtos irradiados. Somente 38,7% já tinham ouvido a respeito dos transgênicos, porém, 59,3% consumiriam o produto. 21,1% confiavam completamente nas informações veiculadas nos rótulos e 33,8% afirmaram não confiar. O sabor dos alimentos (84,4%) e seus benefícios à saúde (71,7%) influenciaram na aquisição. Rótulos de alimentos mais simples, práticos e claros e ações educativas poderiam proporcionar aos consumidores conhecimento dessa informação e escolhas mais saudáveis.