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Consumo de isoflavonas no Brasil em 2008-2009

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Fitoestrógenos como as isoflavonas têm sido associados a efeitos protetores contra doenças hormônio dependentes, especialmente em mulheres. As principais fontes desses polifenóis são soja e seus derivados. O objetivo da pesquisa foi descrever a ingestão de isoflavonas no Brasil em 2008-2009, segundo sexo, faixa etária, local do domicílio e condição de ser ou não beneficiário do Programa Bolsa Família (PBF). Para isso, adotou-se amostra com representatividade nacional do módulo de Consumo Alimentar Pessoal da Pesquisa de Orçamentos Familiares (n = 34.003; 18.303 mulheres), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O instrumento utilizado foi o registro alimentar. A quantidade desses fitoquímicos presente nos alimentos foi obtida em publicação nacional, prioritariamente, e em base de dados nutricionais norte-americana. Com isso constatou-se que a ingestão diária média foi destacadamente maior entre mulheres não beneficiárias do PBF (0,163 mg; dp = 1,837 mg), em relação às beneficiárias (0,0199 mg; dp = 0,941 mg). Considerando os resultados para a totalidade (homens e mulheres) da amostra e moradores de todas as regiões geográficas, verificou-se consumo menor por indivíduos beneficiados, quando comparado à quantidade ingerida pelos demais (não beneficiados). Sendo assim, o acesso a alimentos fonte de isoflavonas, no Brasil, pode ser limitado a determinadas parcelas da população em decorrência dos rendimentos familiares.