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Avaliação de Biocompostos da Macroalga Ulva Lactuca

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Estudos recentes têm mostrado cada vez mais a utilização de algas nas indústrias alimentícia e farmacêutica. As algas têm servido como importante fonte de substâncias naturais bioativas e os metabólitos isolados a partir delas demonstraram possuir atividades biológicas e potenciais benefícios à saúde. Isso se deve às grandes quantidades de biocompostos presentes nesses organismos, como carotenóides, compostos fenólicos, ácidos graxos, atividade antioxidante, entre outros. Uma característica interessante em algas marinhas e/ou de água doce é a diversidade de carotenoides que são capazes de biossintetizar. Alguns estudos relatam que estes biocompostos fornecem benefícios à saúde como atividade antioxidante, anticâncer, anti-inflamatória, anti-obesidade, neuroprotetivo, anti-angiogênica. Ulva lactuca, uma macroalga marinha (Chlorophyta) encontrada no litoral brasileiro, foi a alga aqui estudada. O objetivo deste estudo foi avaliar a propriedade físico-química (umidade) e os compostos bioativos (carotenóides totais, polifenóis) da espécie algal. O teor de umidade foi determinado por gravimetria tendo como resultado 88,78%. O teor de carotenóides totais foi determinado usando o método que se baseia na extração dos carotenoides por acetona, armazenagem em éter de petróleo e leitura em espectrofotômetro, obtendo-se 494,46 μg/g com um desvio padrão de 5,95. A quantificação dos polifenóis foi obtido pelo método de Folin-Ciocalteu, resultando em 448,20 mg GAE/100 g de Ulva lactuca com o desvio padrão de 12,03. Os resultados mostraram que as macroalgas constituem uma potencial fonte de biocompostos, principalmente de carotenóides totais.