Avaliação da Qualidade de Espécies de Peixes da Região Amazônica
Os peixes da região norte do Brasil são importantes constituintes da dieta da população desta região. No entanto, por ser um alimento altamente perecível, e frequentemente envolvido em históricos de intoxicação, existe a necessidade de avaliação do estado de qualidade destes peixes. Cavala (Scomberomorus cavalla), serra (Scomberomorus brasiliensis), sarda (Scomber scombrus), xaréu (Caranx ignoblis) e timbira (Oligoplites palometa) são peixes muito comercializados no mercado ver-o-peso, na cidade de Belém, Pará. Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade higiênico-sanitária destas espécies, bem como a susceptibilidade a deterioração, baseado na avaliação de aminas biogênicas, Bases Voláteis Totais e perfil de ácidos graxos. Nenhuma das espécies analisadas apresentou quantidade de Bases Voláteis Totais acima do limite preconizado pela legislação vigente, que é de 30 mg N/100g, sendo o conteúdo máximo, 24.50 ± 0.29 mg N/100g, encontrado para a espécie xaréu. No total, foram detectados doze ácidos graxos nas cinco espécies, com predominância dos ácidos graxos saturados, principalmente o ácido palmítico (C16:0), sendo encontrados os valores de 33.72% para a espécie serra e 44.18% para a espécie xaréu. Entre os insaturados o que foi encontrado em maior concentração em todas as espécies foi o C 22:6. Em relação às aminas bioativas, foram detectadas putrescina, cadaverina, histamina, tiramina, serotonina, agmatina, espermidina, feniletilamina e espermina. A cadaverina foi a que apresentou maiores concentrações, com destaque para a espécie cavala (38,5 mg/kg). Todos os lotes analisados apresentaram resultados dentro dos limites considerados seguros para peixes escombrídeos segundo a legislação.