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O tomate (Solanum lycopersicum L.) apresenta elevada atividade metabólica no período pós-colheita, com intensa respiração, produção autocatalítica de etileno e perda de água, fatores que comprometem sua qualidade e vida útil. Nesse contexto, os revestimentos comestíveis constituem alternativa sustentável para minimizar tais perdas, por formarem barreira semipermeável às trocas gasosas e à transpiração. Este estudo avaliou a eficiência de revestimentos à base de amido e fécula, incorporados com diferentes tipos de própolis, na conservação pós-colheita de tomates. O experimento foi conduzido em DIC, com sete tratamentos: controle, F1 (amido 2% + própolis vermelha), F2 (fécula 2% + própolis vermelha), F3 (amido 2% + própolis verde alcoólica), F4 (fécula 2% + própolis verde alcoólica), F5 (fécula 2% + própolis verde aquosa) e F6 (fécula 2% + própolis verde alcoólica sob refrigeração a 5 ± 1 °C). A perda de massa acumulada foi avaliada aos 0, 4, 7 e 11 dias de armazenamento. Entre os tratamentos sem refrigeração, F5 apresentou os melhores resultados, com perdas de 2,48%, 1,02% e 2,05% aos 4, 7 e 11 dias, respectivamente. Contudo, o tratamento F6 apresentou os menores valores durante todo o período, com 0 %, 0,55% e 0,55%, evidenciando superior eficiência na conservação. Conclui-se que a associação entre fécula, 2% de própolis verde alcoólica e refrigeração reduz a perda de massa e prolonga a vida útil pós-colheita dos tomates. Os resultados indicam efeito sinérgico entre a barreira física do revestimento e a redução metabólica promovida pelo frio, favorecendo melhor manutenção da qualidade dos frutos armazenados.
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