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Os microverdes de beterraba (Beta vulgaris L.) apresentam elevado teor de compostos bioativos, porém alta perecibilidade pós-colheita. Avaliou-se o efeito de três embalagens plásticas (T1, saco zip lock transparente; T2, embalagem retangular 14x14x6,5 cm; T3, embalagem retangular 22x14x6,5 cm) sobre a qualidade físico-química de microverdes de beterraba armazenados sob refrigeração (5±2°C, 90% UR) por 12 dias, com avaliações aos 0, 4, 8 e 12 dias. Os sólidos solúveis totais reduziram de 4,350 para 3,183 °Brix, e a acidez titulável variou de 0,053 a 0,090%. O pH decresceu de 7,340 para valores entre 6,953 e 6,983. A vitamina C apresentou declínio acentuado, de 78,551 para valores entre 17,629 e 47,997 mg 100g⁻¹, com maior retenção em T3. Os açúcares solúveis totais aumentaram nos primeiros dias, atingindo 2,159 g 100g⁻¹, reduzindo depois, com menor valor em T3 (0,173 g 100g⁻¹). Os polifenóis extraíveis totais decresceram de 280,58 mg EAG 100g⁻¹ para valores mais baixos, sobretudo em T2 e T3. Os carotenóides variaram entre 804,75 e 1481,83 mg 100g⁻¹, e a clorofila total oscilou entre 13,34 e 24,60 mg 100g⁻¹. Os flavonoides variaram entre 0,497 e 0,889 mg g⁻¹, e as antocianinas entre 54,32 e 71,94 mg 100g⁻¹, com maior preservação em T1. A atividade antioxidante por ABTS aumentou nos primeiros dias, enquanto o DPPH declinou de 0,712 para 0,230–0,248. Conclui-se que T3 destacou-se na preservação da vitamina C e na manutenção da qualidade pós-colheita dos microverdes de beterraba.
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