VALIDAÇÃO DE KIT IMUNOENZIMÁTICO PARA A DETERMINAÇÃO DE PROTEÍNAS DO LEITE EM MISTURAS PARA BOLO

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: Caracterização Química e Físico-química de Alimentos (FQ)
  • Palavras chaves: alergia; ELISA; Segurança alimentar;
  • 1 Universidade Federal de Minas Gerais
  • 2 Instituto Octávio Magalhães / Fundação Ezequiel Dias
  • 3 Laboratório de Bromatologia (Departamento de Alimentos) / Faculdade de Farmácia / Universidade Federal de Minas Gerais

VALIDAÇÃO DE KIT IMUNOENZIMÁTICO PARA A DETERMINAÇÃO DE PROTEÍNAS DO LEITE EM MISTURAS PARA BOLO

Amanda Gonçalves Barbosa

UFCE

Resumo

A presença de leite ou derivados deve ser identificada nos rótulos de alimentos para garantir a segurança de consumidores alérgicos a este alimento. Misturas para bolo são compostas por vários ingredientes, sendo susceptíveis a contaminações cruzadas. Assim, métodos que detectam alérgenos em quantidades traços precisam ser validados para garantir a confiabilidade dos resultados analíticos subsidiando Programas de Controle de Alérgenos e ações de fiscalização. O objetivo deste trabalho foi validar um kit imunoenzimático de ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) para determinação de proteínas do leite em misturas para bolo. Realizou-se levantamento de misturas para bolo em websites, para identificação dos principais ingredientes e produção de formulações representativas. Estratégias quantitativas e qualitativas foram empregadas na validação por adição na mistura para bolo selecionada de 7 níveis de concentração (0,625; 1,25; 2,5; 5,0; 7,5; 12,5; 30;0 mg/kg) do padrão de proteína de leite em pó previamente caracterizado em 10 replicatas cada. Encontrou-se 126 misturas para bolo sendo a farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, açúcar refinado, gordura vegetal hidrogenada e fermento químico os ingredientes prevalentes. Dentre as formulações avaliadas, Sultan’s Yellow foi a que mais aproximou das comerciais. Na abordagem quantitativa, médias de recuperação aceitáveis (50 a 150%) foram evidenciadas apenas no nível 30 mg/kg. Na abordagem qualitativa, taxas de falsos negativos (TFN) de 0% e taxas de sensibilidade (TSB) de 100% foram evidenciadas em todos os níveis acima de 2,5 mg/kg. Valores de 30 e 100% de TFN e 70% e 0% de TSB foram obtidos para os níveis 1,25 e 0,625 mg/kg, respectivamente. Valores de acordância de 100% foram calculados em todos os níveis estudados, exceto 1,25 mg/kg. Há evidências de que o método não seja adequado com propósitos quantitativos. Na abordagem qualitativa, o método apresentou resultados satisfatórios em termos de seletividade, sensibilidade, taxas de falsos resultados e precisão.

Questões (2 tópicos)

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Autor

Amanda Gonçalves Barbosa

Oi, Amanda! Tudo bem?

Acho que a maior dificuldade que encontrei nesse trabalho, foi encontrar na literatura uma formulação para bolo que obtivesse a textura das massas para bolo comerciais. Já estamos finalizando o estudo, até o momento já sabemos que o Kit consegue detectar níveis traços de proteína, mas infelizmente, ele não consegue realizar uma boa quantificação. Mesmo assim, é possível garantir a segurança do consumidor.