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DIAGNÓSTICO DO CONHECIMENTO, HÁBITOS E EXPECTATIVAS DO CONSUMO DE ALIMENTOS FERMENTADOS COM PROBIÓTICOS NO SUL DE MINAS GERAIS
José Guilherme Lembi Ferreira Alves
Departamento de Ciência dos Alimentos / Universidade Federal de Lavras
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Crie um tópicoAlimentos contendo probióticos são considerados alimentos funcionais e sua presença nas prateleiras dos supermercados vem aumentando. Outra tendência dos brasileiros é a diminuição do consumo de proteína animal, com substituição por proteínas vegetais. Esse novo hábito é conhecido como flexitarianismo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento geral dos consumidores e suas intenções de consumo acerca dos alimentos fermentados com probióticos. Dessa forma, foi realizada pesquisa de natureza qualitativa-quantitativa para avaliar conhecimento, hábitos e expectativas desses alimentos na perspectiva dos adultos que residem no sul de Minas Gerais. A pesquisa foi aplicada a 95 voluntários e as respostas foram analisadas com auxílio das ferramentas Google Docs e Excel. Pelos resultados, a maioria dos participantes sabe o que são alimentos com probióticos (51,6%) ou já ouviram falar (36,8%) e 70,5% quer consumir mais produtos de origem vegetal, não somente por causar menos impactos ambientais, mas também por alimentação mais saudável. Quando questionados sobre a frequência de consumo, 42,1% disseram consumir raramente, mas 58,9% dos voluntários demonstraram estar bem e muito dispostos em consumir esses alimentos, se existissem mais opções de origem vegetal, pois um percentual de 8,4% alegou ter alergias ou intolerâncias aos derivados de leite. Em relação aos hábitos de consumo, 55,8% dos participantes consomem iogurte com probióticos, 61,1% consomem leite fermentado com probióticos, 14,7% consomem kefir de leite, 7,4% consomem kombucha, 5,3% consomem kefir de água e 15,8% não consumiam nenhum alimento com probiótico. Questionados o quanto estão dispostos a pagar por um alimento com probiótico à base de vegetais, a maioria dos participantes (53,7%) alegou pagar até R$ 10,00 por um litro do produto. Conclui-se, portanto, que a população adulta residente no sul de Minas Gerais apresenta potencial de consumo de produtos contendo probióticos, sendo necessária uma maior diversificação e preço adequado.
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