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DIAGNÓSTICO DO CONHECIMENTO, HÁBITOS E EXPECTATIVAS DO CONSUMO DAS PANC ORA-PRO-NÓBIS (Pereskia aculeata) E BANANA VERDE (Musa X paradisíaca)
José Guilherme Lembi Ferreira Alves
Departamento de Ciência dos Alimentos / Universidade Federal de Lavras
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Uma das tendências do consumidor moderno é a preferência por alimentos saudáveis, com menor teor de açucares e de origem vegetal, visto que muitos tem desenvolvido alergias relacionadas ao consumo de produtos de origem animal, além do impacto ambiental e sacrifício animal envolvidos no consumo de produtos dessa origem. Com o aumento do mercado de produtos vegetarianos e veganos, é importante o desenvolvimento de novos produtos, como de bebidas fermentadas simbióticas à base de plantas alimentícias não convencionais (PANC). O ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) e a banana verde (Musa X paradisíaca) são PANC e boas opções como matérias-primas para elaboração de produtos fermentados por suas características químicas e nutricionais. O objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento geral do consumidor e a sua intenção de consumo acerca de ora-pro-nóbis e banana verde. Foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa-quantitativa buscando conhecer a opinião e o comportamento de adultos moradores do sul de Minas Gerais sobre o consumo dessas PANC. A pesquisa foi aplicada a 131 voluntários qualificados e as respostas coletas foram analisadas com auxílio das ferramentas Google Docs e Excel. De forma geral, conclui-se que a maior parte dos participantes não possui o costume de consumir PANC, entretanto, sabendo que elas podem conferir benefícios à saúde, 90% e 91,5% deles se mostraram dispostos ou muito dispostos a consumir ora-pro-nóbis e banana verde, respectivamente. De forma específica para ora-pro-nóbis, a maioria (44%) dos participantes o consomem raramente e, em se tratando do modo de preparo utilizado, 78% o consomem refogado/grelhado e, na maior parte das vezes, no almoço. Já Para a banana verde, 52,1% dos participantes consomem como parte de receitas e, preferencialmente, no lanche da tarde ou almoço. Conclui-se que o conhecimento da população existe, mas é reduzido, contudo os participantes afirmam estar abertos a novos conhecimentos sobre o tema.
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