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VELOCIDADE DE EXTRAÇÃO DE ÓLEO DE BORRA DE CAFÉ UTILIZANDO ETANOL COMO SOLVENTE

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O café é um dos produtos da agroindústria mais consumidos mundialmente. No preparo da bebida e na produção do café solúvel, o grão de café torrado e moído é submetido ao processo de extração sólido-líquido utilizando-se água como solvente. Deste processo é gerado um resíduo, a borra de café, o qual apresenta características bastante interessantes que podem agregar valor a este processo, tal como o alto teor de óleo, em torno de 20% em massa. O sucesso do processo industrial de extração de óleos vegetais com solventes depende da velocidade de extração, desta forma, o presente trabalho teve como objetivo determinar experimentalmente dados de cinética de extração de óleo de borra de café utilizando como solvente etanol com diferentes níveis de hidratação, em três temperaturas, 60, 70 e 80 °C. A matéria-prima foi obtida junto à empresa Nestlé Brasil Ltda com umidade de 62,6% e submetida a secagem para redução da umidade a 6,9 ± 0,1%. O diâmetro médio das partículas, 565 µm, foi determinado utilizando as peneiras Tyler e difração a laser. Para obtenção dos dados de cinética de extração, a borra de café e o solvente, em proporção sólido:líquido de 1:4, foram colocados em célula de equilíbrio encamisada e vedada. Os extratos foram retirados em tempos diversos e analisados em termos de sólidos solúveis totais por evaporação em estufa com convecção forçada a 100 °C e teor de água por titulação Karl Fischer. Os resultados destas análises demonstraram que o equilíbrio é atingido a partir de 60 minutos de extração com o etanol absoluto e de 25 minutos com o etanol azeotrópico. O aumento da temperatura beneficiou a extração de sólidos solúveis e a maior hidratação do solvente desfavoreceu esta extração. Extratos com no máximo 6,2% de sólidos solúveis totais foram obtidos nas condições experimentais estudadas.