Influência da adição de carboximetilcelulose (CMC) na absorção de óleo e qualidade de bolinho de chuva
O bolinho de chuva (BC) é um produto de panificação típico brasileiro. Sua massa apresenta consistência de um batido de bolo que é cozida por fritura. Uma vez que o consumo de alimentos fritos pode contribuir para a elevação do risco de obesidade, a redução da absorção de óleo destes produtos torna-se importante. O objetivo deste estudo foi verificar a influência da adição de CMC na absorção de óleo e qualidade do BC. Quatro formulações foram elaboradas: 0% CMC (FControle); 0,5% CMC (F1); 1,0% CMC (F2) e 1,5% CMC (F3). A massa foi preparada em batedeira, dosada (20 mL) e frita a 165°C/4 min em óleo de soja. No texturômetro foram avaliados a consistência da massa pelo método de back extrusion e a dureza do miolo por teste de compressão (20%). O volume específico foi calculado a partir da razão entre o volume aparente e a massa. Quantificou-se o teor de óleo absorvido após extração com éter de petróleo (Sohxlet). Os resultados foram avaliados por ANOVA, seguida por teste de Tukey (p<0,05). A consistência das massas aumentou de acordo com a proporção de CMC, comportamento esperado por sua propriedade de reter água e formar gel em temperatura ambiente. FControle apresentou a menor dureza, porém não houve diferença significativa entre F1, F2 e F3. O volume específico dos BCs não diferiu entre as formulações. Isso indica que a diferença na dureza está relacionada à presença da goma e não à porosidade do produto final, desenvolvida durante a fritura pela liberação de vapor de água e gás carbônico. A absorção de óleo de F2 foi menor que de FControle e F1, porém não diferiu de F3. Dessa forma, a adição de 1,0% CMC foi capaz de reduzir a absorção de gordura dos BCs, sem alterar drasticamente a qualidade do produto.