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As castanhas de baru, nativas do cerrado brasileiro apresentam grande potencial produtivo e tecnológico, sendo ricas em ácidos graxos insaturados, minerais e flavonoides. O objetivo deste estudo foi elaborar bombons adicionados de castanhas de baru e avaliar parâmetros físico-químicos e microbiológicos durante o armazenamento. Foram confeccionados três bombons, caracterizados por uma amostra padrão e outras com 15% e 30% de castanhas torradas de baru, respectivamente, sendo utilizado chocolate amargo origem Brasil (54,5% cacau). Foram quantificados pH, sólidos solúveis, atividade de água, umidade e acidez titulável, análises de textura instrumental, e contagem de coliformes totais, Coliformes a 45ºC/g, estafilococos coagulase positiva e Salmonella sp, nos tempos 0, 30 e 60 dias de acondicionamento. Os resultados foram submetidos a ANOVA e teste-t, ajuste de Tukey (p < 0,05). Houve redução significativa nos valores de pH das três amostras no armazenamento, e a amostra com 30% de baru diferiu estatisticamente das demais no tempo zero. Os teores de sólidos solúveis aumentaram significativamente nas três amostras e foram maiores nos bombons com 30% de baru, variando entre 71,13 ± 0,45 e 78,57 ± 0,40 (ºBrix). Oscilações significativas ocorreram na atividade de água e umidade das amostras com 15% baru, após 30 e 60 dias de armazenamento, porém, estes parâmetros não diferiram na amostra com 30% de castanhas Os resultados das análises microbiológicas identificaram ausência de microrganismos. Na análise de textura, não houve alterações na adesividade, porém, a força de ruptura aumentou nos bombons adicionados de baru durante o armazenamento, e no tempo zero os valores foram estatisticamente menores na amostra com 30% de castanhas (9,08 gF ± 2,27), comparativamente às demais (17,393 gF ± 0,962 e 15,287 gF ± 1,109, padrão e 15% baru, respectivamente), revelando que a adição das castanhas, em função dos altos teores lipídicos, pode ter influenciado na textura dos bombons.